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(Texto atualizado com mais informações, aspas e contexto)
Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 17 Jan (Reuters) – O retorno às operações da
mineradora Samarco SAMNE.UL poderá ser mais fácil caso a
Vale VALE3.SA seja a única dona da empresa, controlada também
pela anglo-australiana BHP BHP.AX Billiton, afirmou nesta
quarta-feira o diretor de Relações com Investidores da gigante
brasileira, André Figueiredo.
A Samarco, uma joint venture 50/50 da Vale VALE3.SA e da
BHP, está com operações paralisadas desde o fim de 2015, quando
uma de suas barragens de mineração se rompeu em Mariana (MG),
causando 19 mortes, deixando centenas de desabrigados e poluindo
o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo.
"A gente quer que a Samarco volte a operar… e isso pode
ser mais fácil se a Vale vier a tocar essa operação sozinha",
disse Figueiredo a jornalistas, logo após participar de encontro
com investidores em São Paulo.
O executivo explicou que a Samarco trabalha com a opção de
utilizar um depósito de rejeitos que poderá ser aproveitado por
cerca de dois anos, uma alternativa que não é suficiente para
garantir as operações no longo prazo.
"É improvável que os órgãos dêem uma licença para uma
barragem como no passado. A alternativa é usar minas exauridas
como depósito, e essas minas são da Vale", explicou Figueiredo.
O diretor, no entanto, evitou dar mais detalhes sobre uma
possível saída da BHP Billiton BLT.L , BHP.AX do negócio,
explicando que ainda não há nada definido.
"É uma discussão que envolve valor, mas as coisas são muito
intangíveis também. Você tem toda essa questão hoje das ações
judiciais, como isso vai caminhar… são várias variáveis."
As declarações do executivo ocorrem após a Reuters publicar
no início do mês que estavam ocorrendo conversas sobre o futuro
da Samarco e que uma alternativa seria que a Vale comprasse a
participação da BHP. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1OY1G4
Figueiredo destacou ainda que "é muito difícil" que no
futuro a Vale volte a ter uma joint venture 50/50 como a
Samarco, uma vez que a companhia sofreu forte desgaste de imagem
após o rompimento da barragem da mineradora, mesmo não tendo 100
por cento de gerência sobre suas operações.
"A Samarco era gerida por terceiros, outro time de
executivos…. O que a gente descobriu é que se a Vale vai estar
em qualquer negócio, projeto, ou operação, ela precisa estar lá
operando, porque ela pode implementar seus padrões", explicou.
Segundo Figueiredo, a Vale e a BHP empenharam até agora
cerca de 1,4 bilhão de reais cada uma em compensações e
remediações após o desastre socioambiental, considerado o maior
da história do Brasil.

META DE DÍVIDA
Durante o encontro com investidores, Figueiredo também
reiterou que as atuais prioridades da Vale são reduzir a dívida
líquida a 10 bilhões de dólares, ante os 21 bilhões de dólares
registrados no fim do terceiro trimestre, e pagar dividendos
maiores, ambos os objetivos ainda para este ano.
"A gente consegue fazer, na realidade, se o preço (do
minério de ferro) continuar como está hoje, muito antes do final
do ano… a meta de 10 bilhões é super factível", disse o
executivo.
Além disso, Figueiredo reiterou que a empresa quer ser mais
previsível e que vai buscar uma política de dividendos similar à
de seus concorrentes no mercado, como o pagamento de um
determinado percentual em relação ao lucro.
"A ideia é que qualquer um possa calcular, um percentual
sobre alguma métrica… menos discricionaridade: se acontecer
aquilo, pronto, paga-se", afirmou.
Em entrevista em dezembro a jornalistas, o presidente da
Vale, Fabio Schvartsman, confirmou que uma nova política
dividendos da mineradora deverá ser apresentada em março.
urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1OM0JD

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(Por Luciano Costa; Edição de Marta Nogueira)
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