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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto reescrito com comentários de outra fonte)
Por Marcela Ayres
BRASÍLIA, 16 Mai (Reuters) – A comissão interministerial que
discute os termos da renegociação do contrato de cessão onerosa
entre Petrobras e União encerrou os trabalhos, mas um
relatório com as conclusões não deve ser apresentado na
quinta-feira, prazo previsto para o término das discussões,
afirmou uma fonte da equipe econômica nesta quarta-feira.
Segundo a fonte, que falou à Reuters em condição de
anonimato, ainda há a necessidade de acertar alguns detalhes
técnicos.
Mais cedo, a mesma fonte apontou que o grupo se debruçava
sobre a possibilidade de apresentar no relatório um cardápio de
possibilidades, sendo que, com isso, não ficaria imediatamente
acertado se União ou Petrobras são credoras.
"Não vamos fechar amanhã quem deve a quem. Apenas o 'range'
de possibilidades", afirmou a fonte.
Já outra fonte, ligada à Petrobras, afirmou que a companhia
mantém a posição de sair da renegociação como credora.
Procurada para se manifestar sobre o assunto, a Petrobras
afirmou que não vai comentar.
Mais cedo nesta quarta-feira, o secretário do Tesouro
Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que as conclusões do
relatório ainda estavam em aberto, mas que avanços já tinham
sido obtidos.
"Do ponto de vista de clareza, de avanço, de solução de
vários problemas do contrato, já teve um avanço muito grande
porque a gente está falando de algo que está pendente desde
2014", disse.
"Você teve um bom apanhado de questões técnicas,
jurídicas… que vão entrar no relatório da comissão",
acrescentou.
O prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo vence na
quinta-feira, 17. Depois, as propostas levantadas ainda
precisarão ser aprovadas pelo governo, via Conselho Nacional de
Política Energética (CNPE), e pela própria Petrobras.
O contrato inicial, assinado em 2010, concedeu à estatal o
direito de produzir até 5 bilhões de barris de óleo equivalente
em determinadas áreas do pré-sal da Bacia de Santos. Na ocasião,
a Petrobras pagou 74,8 bilhões de reais por esse direito.
No entanto, uma revisão desse valor –considerando variáveis
como dólar e barril do petróleo–, que poderá determinar se a
Petrobras terá de pagar mais ao governo ou receber recursos, já
estava prevista na assinatura do contrato.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro
Edição de Maria Pia Palermo e José Roberto Gomes)
(([email protected]; +55 21 5644-7505;
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