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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 12 Abr (Reuters) – Embora o governo prometa um
decreto para incluir a Eletrobras no Plano Nacional de
Desestatização (PND), o projeto de privatização da estatal vai
caminhar "na velocidade que o Congresso permitir", e o governo
precisa angariar mais votos favoráveis ao projeto, disse o
relator na comissão especial da Câmara, deputado José Carlos
Aleluia (DEM-BA), nesta quinta-feira.
"Acho que o governo tá sinalizando o desejo de caminhar",
disse Aleluia a jornalistas, após encontro com o ministro da
Fazenda, Eduardo Guardia.
"Agora, é necessário que time seja reforçado, não pode
continuar o time do governo na comissão composto basicamente de
três a favor, dois contra e a maioria ausente."
Ao tomar posse como novo ministro de Minas e Energia na
véspera, Moreira Franco prometeu que o presidente Michel Temer
publicaria nesta quinta-feira um decreto incluindo a Eletrobras
no PND. A publicação é uma etapa do processo
necessária para que o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) leve adiante estudos referentes à
privatização da empresa.
O relatório da privatização na comissão está "quase todo na
cabeça", e pode ser concluído no início de maio, segundo
Aleluia, lembrando que a comissão promoverá audiências públicas
para ouvir o presidente da Eletrobras e indicados pela oposição
na próxima semana.
"Nós não queremos aprovar uma urgência logo, até porque na
semana que vem nós vamos dar um passo importante, pela primeira
vez o Congresso vai ouvir uma tarde inteira o presidente da
Eletrobrás apresentar o projeto", relatou.
"Eu ainda sequer disse o que to pensando, eu farei um breve
discurso na comissão, até porque os discursos espantam os
espantalhos que estão sendo colocados pela oposição."
Aleluia negou que o governo tenha imposto prazo ou
cronograma para a privatização da elétrica.
"O ministro (Guardia) é um homem muito inteligente, ninguém
dá prazo ao Congresso", disse. "Até porque o ministro sabe que o
presidente da Câmara está interessado que o projeto ande, o que
precisa agora é convencer a maioria dos deputados e depois
convencer o presidente do Senado e a maioria dos senadores."
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem pedido
que o projeto caminhe "com a velocidade possível", com respeito
à oposição e cuidado com as dificuldades técnicas do projeto,
segundo relato de Aleluia.
"Estamos andando em um terreno no mínimo que temos que
evitar aquaplanagem, derrapagem, temos que andar com a
velocidade que o Congresso permite que se ande", afirmou.
"Tem que respeitar a oposição, tem que ouvir a oposição, e
no momento próprio tem que votar."

(Por Mateus Maia, texto de Iuri Dantas; edição Alberto Alerigi
Jr.)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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