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(Texto atualizado com mais informações)
WASHINGTON, 11 Abr (Reuters) – Os preços ao consumidor nos
Estados Unidos caíram pela primeira vez em dez meses em março,
pressionados por um declínio no custo da gasolina, mas o núcleo
da inflação continuou firme em meio ao aumento dos preços de
saúde e aluguel.
O Departamento de Trabalho dos EUA informou nesta
quarta-feira que seu índice de preços ao consumidor caiu 0,1 por
cento no mês passado, a primeira e maior queda desde maio de
2017, depois de subir 0,2 por cento em fevereiro.
Nos 12 meses até março, o índice avançou 2,4 por cento. Esse
foi o maior ganho anual em um ano e seguiu-se a uma alta de 2,2
por cento em fevereiro. A inflação anual está avançando, à
medida que as leituras fracas do ano passado saem da conta.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o
índice teve alta de 0,2 por cento, igualando a leitura de
fevereiro. O chamado núcleo dos preços ao consumidor subiu 2,1
por cento na base anual em março, o maior avanço desde fevereiro
de 2017, após alta de 1,8 por cento em fevereiro. O núcleo dos
preços ao consumidor está agora bem acima da médio anual de 1,8
por cento dos últimos 10 anos.
A expectativa dos economistas era de que o índice ficaria
estável em março e que o núcleo dos preços teria alta de 0,2 por
cento. A leitura fraca deve ser temporária, já que um relatório
divulgado na terça-feira mostrou que os preços aos produtores
aumentaram com força em março.
O Federal Reserve, banco central dos EUA, acompanha um
índice diferente, o núcleo do PCE, que vem apresentando
resultados abaixo da meta de 2 por cento desde meados de 2012.
Mas com o aperto no mercado de trabalho, o enfraquecimento
do dólar e o estímulo de um pacote de cortes tributários de 1,5
trilhão de dólares, além do aumento nos gastos do governo,
economistas esperam que a inflação ultrapasse a meta em algum
momento deste ano.
Eles argumentam que esse cenário poderia levar o Fed a
elevar os juros mais três vezes em 2018.
Os preços da gasolina caíram 4,9 por cento em março, a maior
queda desde maio passado, após recuo de 0,9 por cento em
fevereiro. Os preços dos alimentos subiram 0,1 por cento após
terem permanecido inalterados em fevereiro.

(Por Lucia Mutikani)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

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