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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 22 Mai (Reuters) – A paralisação dos
caminhoneiros autônomos do país, iniciada na véspera, deve
continuar na quarta-feira, apesar do aceno do governo nesta
terça-feira sobre redução de um dos tributos que incidem sobre o
preço do diesel.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
afirmou em conta no Twitter que a Contribuição de Intervenção no
Domínio Econômico (Cide) será zerada com o objetivo de reduzir o
preço dos combustíveis. Segundo Maia, o presidente do Senado,
Eunício Oliveira (MDB-CE), e ele acertaram com o governo do
presidente Michel Temer essa medida.
Porém, o presidente da entidade que organiza o movimento dos
caminhoneiros autônomos do país, Abcam, José da Fonseca Lopes,
afirmou que a redução da Cide não é suficiente. Enquanto isso,
um pequeno corte no preço do diesel anunciado pela Petrobras
mais cedo pouco fez para reverter a posição dos
caminhoneiros.
"Isso não resolve o problema, a gente quer ser ouvido.
Queremos que os tributos no óleo diesel sejam zerados. A Cide
representa 1 por cento dos tributos que incidem no combustível",
disse Lopes em resposta a questionamento sobre a chance de a
paralisação dos caminhoneiros ser suspensa.
A Abcam estima que cerca de 300 mil caminhoneiros tenham
participado dos protestos desta terça-feira, ante 200 mil no dia
anterior. A entidade representa cerca de 600 mil caminhoneiros
autônomos de um total de 1 milhão de motoristas no Brasil.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que os
protestos dos caminhoneiros estão gerando problemas pontuais no
país, mas montadoras de veículos, incluindo General Motors
, Ford e Fiat , um dos poucos setores da
economia a apresentar recuperação vigorosa da crise, reportavam
problemas logísticos ou paralisações de produção nesta terça.
Segundo a Abcam, foram registrados protestos em 23 Estados.
A última vez que os caminhoneiros promoveram protestos em
âmbito nacional foi no início de 2015, quando exigiram redução
de custos com combustível, pedágios e tabelamento de fretes.
Os protestos duraram vários dias e paralisaram dezenas de
rodovias em um movimento que afetou as exportações do país. Os
caminhoneiros suspenderam o movimento quando o governo da então
presidente Dilma Rousseff aprovou a chamada Lei do Caminhoneiro,
que reduziu custos em rodovias com pedágios.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
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