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(Texto atualizado com mais informações)
Por Martinne Geller e Michael Shields
LONDRES/ZURIQUE, 7 Mai (Reuters) – A gigante de alimentos
Nestlé pagará à Starbucks 7,15 bilhões de
dólares em dinheiro pelos direitos de vender os produtos da
cadeia norte-americana de café ao redor do mundo, amarrando a
marca premium ao poderio global de distribuição da empresa
suíça.
O acordo desta segunda-feira para um negócio com vendas de 2
bilhões de dólares reforça a posição da Nestlé como a maior
empresa de café do mundo, buscando fortalecer seu lugar no topo
de um mercado em rápida mudança.
É uma jogada ousada do novo presidente-executivo da Nestlé,
Mark Schneider, que fez do café uma prioridade estratégica
enquanto tenta convencer os acionistas inquietos, incluindo o
ativista Third Point, de que ele pode impulsionar o desempenho
do grupo.
Andrew Wood, analista da Bernstein, disse que a terceira
maior aquisição da Nestlé permitirá à empresa suíça expandir a
marca por meio de sua rede de distribuição global.
A Starbucks, com sede em Seattle, a maior cadeia de café do
mundo, disse que usará os recursos para acelerar a recompra de
ações e que o acordo aumentaria o lucro por ação até 2021, no
mais tardar.
A Nestlé informou que espera que o acordo de venda de café
ensacado e de bebidas da Starbucks aumente o lucro até 2019. O
acordo não envolverá nenhum das cafeterias da Starbucks ou
produtos prontos para beber.
Mas permite que a Nestlé venda café Starbucks em cápsulas
individuais –como faz agora com Nespresso e Nescafé– e amplie
as vendas de café solúvel da Starbucks, um mercado importante na
Ásia. A Starbucks agora vende café de dose única em cápsulas
Kuerig K-cup.
O nome da Nestlé não aparecerá nos produtos da Starbucks.
"Não queremos que o consumidor perceba que a Starbucks agora faz
parte de uma família maior", disse uma fonte da Nestlé.
A Starbucks, forte principalmente nos Estados Unidos, terá a
palavra final na expansão de sua linha de produtos.
"Esta aliança global de café trará a experiência da
Starbucks para as casas de milhões de pessoas em todo o mundo,
através do alcance e da reputação da Nestlé", disse o
presidente-executivo da Starbucks, Kevin Johnson.
O acordo fortalecerá a posição da Nestlé nos Estados Unidos,
onde é a quinta colocada com menos de 5 por cento do mercado. A
Starbucks, líder de mercado, tem uma participação de 14 por
cento, segundo a Euromonitor International.
"Nos EUA, o Nescafé é visto como uma marca de baixo custo
para pessoas mais velhas e o Nespresso como um produto de nicho.
A Starbucks é a líder de mercado de massa", disse Erik Gordon,
da Ross School of Business da Universidade de Michigan.
"A Nestlé é de longe a maior empresa global de bebidas
quentes, com mais vendas do que as cinco maiores empresas de
bebidas quentes combinadas", disse Matthew Barry, analista da
Euromonitor, quando a união foi discutida pela primeira vez na
sexta-feira .
"No entanto, a posição de liderança da Nestlé é menos segura
do que antes."
Ás 11:55 (horário de Brasília), as ações da Nestlé subiam
1,7 por cento, tendo caído mais de 8 por cento até o momento em
2018. Os papéis da Starbucks tinham queda de 0,3 por cento na
bolsa norte-americana Nasdaq.
(Reportagem adicional de John Miller)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG RBS TH RS


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