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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 14 Nov (Reuters) – A processadora de carnes JBS
avalia ter espaço para melhorar margens no próximo
trimestre e ao longo de 2018 em divisões como carne bovina nos
Estados Unidos e de produtos processados no Brasil, afirmaram
executivos da empresa nesta terça-feira.
Segundo o vice-presidente de operações globais da JBS,
Gilberto Tomazoni, a oferta de gado nos EUA deve crescer entre 2
e 3 por cento em 2018, o que deve ajudar a companhia a elevar a
margem de 7,3 por cento apurada no terceiro trimestre na
divisão.
Além disso, o executivo comentou durante teleconferência com
analistas que a demanda norte-americana por carne bovina, suína
e de frango segue crescente, tendência que deve se manter em
2018. As exportações das três proteínas pelo país também estão
avançando, disse o executivo.
Enquanto isso, no Brasil, a empresa está vendo o setor de
alimentos processados "ainda muito promocionado", mas uma
gradual recuperação na demanda deve permitir ao grupo elevar
preços nos próximos meses.
A JBS divulgou na noite da véspera queda de 64 por cento no
lucro líquido do terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano
passado, em resultado impactado por adesão a programa de
refinanciamento de dívidas e queda de desempenho no Brasil.

As ações da companhia subiam mais de 5 por cento às 11:30,
liderando as altas do Ibovespa , que mostrava valorização
de 0,20 por cento no horário.
Tomazoni afirmou durante teleconferência com investidores e
analistas que a JBS não ficou satisfeita com seu desempenho no
Brasil no trimestre passado e que a empresa "tem muito o que
fazer no negócio de carne bovina, onde volumes ficaram abaixo do
ideal" no país.
No final do terceiro trimestre, a JBS suspendeu
temporariamente compras de gado em algumas áreas do Brasil após
a prisão do ex-presidente-executivo da companhia Wesley Batista,
como parte da operação Tendão de Aquiles, da Polícia Federal.

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Já no atual quarto trimestre, a JBS anunciou que paralisou
sete fábricas de carne bovina no Mato Grosso do Sul em meados de
outubro, após bloqueio pela Justiça de 730 milhões de reais
devido a questões tributárias no Estado. A produção foi retomada
quase uma semana depois.
O executivo comentou ainda que na Austrália a empresa está
satisfeita com o desempenho, em meio a um ciclo de queda de
oferta de gado, que recuou 20 por cento em 2016 e deve cair
outros cinco por cento neste ano. "O rebanho australiano começa
a se recuperar. Podemos ter expectativa de melhora a partir do
próximo ano, com recuperação em 2019", afirmou o Tomazoni.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição Raquel Stenzel)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
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