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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 15 Mai (Reuters) – A JBS tem
trabalhado para reduzir despesas gerais e administrativas para
compensar a pressão de custos estruturais, notadamente de grãos,
que a empresa acredita vão se manter em um patamar mais elevado,
de acordo com o diretor global de operações da companhia de
alimentos, Gilberto Tomazoni.
"Na questão dos custos de grãos, não vamos ter, daqui para a
frente, um arrefecimento muito grande, talvez uma queda de 7 a
10 por cento, não muito mais do que isso", afirmou o executivo,
em teleconferência sobre o resultado da companhia no primeiro
trimestre, divulgado na véspera, acrescentando que o patamar
mais elevado veio para ficar.
A maior processadora de carnes do mundo informou na
segunda-feira que teve lucro líquido de 506,5 milhões de reais
no período, alta de 43,5 por cento ano a ano. Incluindo a fatia
dos minoritários, o lucro foi de 588,2 milhões de reais, avanço
de 41,1 por cento contra um ano antes
No período, as despesas administrativas e gerais caíram 8,4
por cento, para 1,2 bilhão de reais, ou 3 por cento da receita,
contra 3,5 por cento um ano antes.
Às 11:38, as ações da companhia subiam mais de 2 por cento,
enquanto o Ibovespa tinha queda de quase 1 por cento.
Executivos da JBS afirmaram que, na divisão Seara, unidade
de processamento de aves e suínos no Brasil, o foco foi buscar
rentabilidade, com aumento de preços dos industrializados, o que
impactou os volumes, com uma queda de 5 por cento na base
trimestral, principalmente dos produtos de menor valor agregado.
Ainda assim, eles afirmaram que a unidade está operando com
níveis normais de estoques.
Tomazoni afirmou que a Seara, que registrou queda de 2,7 por
cento na receita líquida no primeiro trimestre ano a ano, teve
uma pequena redução na participação de mercado nesses primeiros
meses, mas que já mostra recuperação nas leituras mais recentes.

Ele disse que a companhia não conseguiu repassar para os
preços o que precisava para fazer frente ao maior custo
estrutural, e que a companhia tem procurado focar em produtos de
maior valor agregado para recuperar margens. A maior oferta de
carne de frango no Brasil, segundo a JBS, fez o preço do produto
cair 9,1 por cento.
Ele avalia que novos repasses de preços neste ano dependerão
muito das condições estruturais do mercado e que o ambiente é
desafiador. Mas reforçou que o foco da companhia é rentabilidade
e que vai buscar ganhar market share por "preferência do
consumidor", não com briga de preço.
Tomazoni acrescentou que o negócio de bovino da companhia no
Brasil também segue com um cenário desafiador, conforme vem
enfrentando aumento da competitividade na compra do gado e
excesso de carne no mercado em razão da abertura de fábricas,
com efeito negativo para as margens.
Ele disse que a companhia está focada em produtos de maior
valor agregado e mercados mais rentáveis, tanto do lado
doméstico como no exterior, a fim de mitigar o cenário adverso.
Em relação ao acordo de normalização de dívida com bancos no
Brasil, anunciado também na segunda-feira, executivos da JBS
destacaram que a previsão é de manutenção das condições dos
contratos.
"O acordo com bancos é preservação de linhas, não muda o
perfil da dívida", disse o presidente do conselho de
administração e diretor de Relações com Investidores, Jeremiah
O‘Callaghan.
Conforme anunciado na véspera, os bancos manterão linhas de
crédito de cerca 12,2 bilhões de reais por 36 meses a partir de
julho. A partir de janeiro de 2019, a JBS deve começar a
amortizar cerca de 25 por cento do principal da dívida até fim
do período, em julho de 2021.

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(Por Paula Arend Laier
Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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