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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com mais informações e declarações)
BRASÍLIA, 15 Mai (Reuters) – O presidente Michel Temer
afirmou nesta terça-feira que seu governo foi capaz de “tirar o
Brasil do vermelho e o colocar no rumo certo”, mas ignorou as
denúncias de corrupção que o envolveram diretamente assim como a
integrantes da sua gestão, em discurso de quase uma hora no
Palácio do Planalto no qual exaltou os feitos dos seus 2 anos de
governo.
“Creio que todos nós fomos capazes de tirar o Brasil do
vermelho e o colocar no rumo certo. Não são palavras apenas, os
fatos comprovam”, disse Temer, numa solenidade que contou com a
presença de atuais e ex-integrantes de governo.
O presidente afirmou que sua gestão tinha um “plano e
coragem” para pô-lo em prática, ao usar como referência de
governo o documento “Ponte para o Futuro”, escrito pelo MDB
ainda durante o governo Dilma Rousseff.
Temer desfilou uma série de feitos da sua gestão na área
econômica, como a queda da inflação e o fim da recessão, e na
área social, como o aumento do valor do benefício do Bolsa
Família e do número de beneficiários do Minha Casa, Minha Vida.
O chefe do Executivo fez um afago ao ex-ministro da Fazenda
Henrique Meirelles, pré-candidato a presidente pelo MDB e
presente ao encontro. Disse que ele ajudou a "transformar" o
país.
Contudo, o presidente não fez qualquer menção às denúncias
criminais feitas contra ele pelo ex-procurador-geral da
República Rodrigo Janot a partir das delações de executivos da
J&F, holding que controla a JBS , que tiraram a maior
parte do seu capital político e ameaçaram sua permanência no
cargo.
Ele também ignorou a operação Lava Jato fez uma única
citação ao trabalho da Polícia Federal, apenas para exaltar o
trabalho da corporação na apreensão de drogas.
Alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal
conduzidos pela PF, Temer já manifestou publicamente
contrariedade com o vazamento de informações de investigações
contra ele.
Temer também fez uma rápida menção à reforma da Previdência,
que naufragou em sua gestão. Mas preferiu dividir a
responsabilidade sobre a proposta.
“Se engana quem pensa que a reforma da Previdência não será
aprovada”, disse, ao destacar que o assunto será debatido
durante a campanha eleitoral pelos candidatos a mandato eletivo
no pleito de outubro.

DESEMPREGO
No discurso, Temer disse que o desemprego –um dos
principais problemas da sua gestão– "parou de crescer", embora
ele atualmente seja maior do que na época em que ele assumiu o
Planalto após o impeachment de Dilma.
O presidente citou nominalmente quase todos os ex-ministros,
que deixaram os cargos para concorrer a cargos eletivos, e
afirmou que a responsabilidade daqueles que assumiram em abril é
grande. "Vocês estão substituindo um time vencedor", disse.
Entretanto, ele não citou o ex-ministro da Secretaria de
Governo Geddel Vieira Lima, um dos principais auxiliares que,
após deixar o governo na esteira de acusações feitas pelo
ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, está preso desde o ano
passado. Tampouco mencionou o ex-ministro do Turismo Henrique
Eduardo Alves, outro aliado próximo que também chegou a ficar
preso até ser recentemente beneficiado com a prisão domiciliar.
"Não se trata de uma comemoração, porque temos muito ainda a
fazer", disse ele, ao citar que ainda há sete meses de sua
gestão a cumprir.
Temer agradeceu o apoio dos congressistas, que o ajudaram a
aprovar as reformas, e repetiu ter exercido uma espécie de
semipresidencialismo na sua gestão. Afirmou novamente que os
Poderes são independentes, mas harmônicos entre si. Os
presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado,
Eunício Oliveira (MDB-CE), foram convidados, mas não estavam
presentes à solenidade, alegando outros compromissos.
Ao final, o presidente defendeu a pacificação do país após
as eleições. Ele disse que todos devem buscar o "bem comum" e
disse que não se pode ter brasileiros contra brasileiros.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Reportagem de Ricardo Brito, Lisandra Paraguassu e Leonardo
Goy
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: eduardo.[email protected]))


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