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(Texto atualizado com mais informações)
Por Marcela Ayres
BRASÍLIA, 16 Abr (Reuters) – A economia brasileira ficou
praticamente estagnada em fevereiro, performance menor que a
esperada por analistas e que destaca a dificuldade que o país
enfrenta de imprimir ritmo mais consistente de expansão no
início do ano.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br),
espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado
nesta segunda-feira, apresentou expansão de apenas 0,09 por
cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, em dado
dessazonalizado.
O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da
Reuters, de crescimento de 0,15 por cento, na mediana das
projeções de especialistas consultados.
Ao mesmo tempo, o BC piorou o desempenho de janeiro, para
mostrar recuo de 0,65 por cento na comparação mensal, após
informar anteriormente queda de 0,56 por cento.
Os diferentes setores da economia brasileira exibiram
performance lenta em fevereiro, mostrando a irregularidade e
inconsistência da atividade para voltar a crescer com vigor após
profunda recessão.
A produção industrial brasileira teve o resultado mais fraco
para fevereiro em dois anos ao crescer 0,2 por cento, com perdas
na fabricação de bens intermediários e de consumo semiduráveis e
não duráveis.
Em um ambiente de inflação e juros baixos, mas com
desemprego em alta e mercado de trabalho ainda baseado na
informalidade, as vendas varejistas encolheram 0,2 por cento em
fevereiro, enquanto o setor de serviços teve crescimento
inesperadamente fraco de 0,1 por cento.

Na comparação com fevereiro de 2017, o IBC-Br, que incorpora
projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e
agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos,
teve alta de 0,66 por cento, enquanto que no acumulado em 12
meses apresentou expansão de 1,32 por cento, segundo dados
observados.
A pesquisa Focus realizada pelo BC semanalmente com uma
centena de economistas mostrou que a expectativa para o PIB este
ano é de expansão de 2,76 por cento, cenário que vem perdendo
força há algumas semanas.
Para 2019, a estimativa é de alta de 3 por cento do PIB.

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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