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Por Elias Glenn
PEQUIM, 30 Set (Reuters) – A atividade industrial da China
cresceu em setembro no ritmo mais rápido desde 2012, conforme as
fábricas aumentaram a produção para aproveitar a forte demanda e
os preços altos, aliviando temores de uma desaceleração antes de
uma importante reunião política no próximo mês.
A produção, o total de novas encomendas e os preços subiram
ao nível mais alto em pelo menos um ano, enquanto a leitura da
atividade de construção sinalizou que o boom do setor não perdeu
força.
O Índice de Gerentes de Compra oficial (PMI) subiu a 52,4 em
setembro, ante 51,7 em agosto e bem acima da marca de 50 que
separa crescimento de contração na base mensal. Foi o décimo
quarto mês consecutivo de expansão da atividade manufatureira na
China e a leitura mais alta desde abril de 2012.
Analistas consultados pela Reuters previam ligeira redução
do indicador.
Os dados surgem antes do Congresso do Partido Comunista, em
meados de outubro, uma reunião que acontece a cada cinco anos e
na qual novos líderes são nomeados e as principais iniciativas
políticas e econômicas do governo são divulgadas.
Fabricantes chineses estão reportando seus melhores lucros
em anos, impulsionados por gastos liderados pelo governo em
infraestrutura, forte atividade de construção, preços mais altos
e recuperação das exportações.
Mas um levantamento privado apresentado separadamente neste
sábado pode conter parte desse entusiasmo em relação à atividade
industrial chinesa no mês de setembro.
O índice PMI apurado pelo Markit/Caixin caiu a 51,0 em
setembro, de 51,6 em agosto, conforme as novas encomendas de
exportação recuaram.
Embora a leitura tenha permanecido acima de 50, marca que
separa crescimento de retração, pelo quarto mês consecutivo, o
indicador aponta uma melhora apenas marginal na saúde do setor
industrial chinês.
A produção industrial continuou se expandindo modestamente,
enquanto as novas encomendas aumentaram no ritmo mais lento em
três meses, sugerindo uma desaceleração na demanda tanto interna
quanto externa, ainda que a pesquisa não tenha fornecido mais
detalhes.
(Por Elias Glenn)
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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