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Por Rania El Gamal
RIAD, 14 Fev (Reuters) – A Opep faria melhor em deixar o
mercado de petróleo um pouco desabastecido em vez de concluir
precocemente um acordo sobre corte de produção, disse o ministro
saudita de Energia, Khalid al-Falih, nesta quarta-feira.
Os preços do petróleo caíram quase 15 por cento nas últimas
três semanas, juntamente com um declínio mais amplo no mercado
de ações, devido aos temores sobre a inflação global e o aumento
da produção de petróleo nos Estados Unidos.
O declínio ocorre em um momento ruim para a Arábia Saudita,
que precisa de preços de petróleo altos e estáveis para levar
adiante a oferta pública de ações (IPO) da gigante Saudi Aramco,
a qual tem potencial para ser a maior listagem de ações do
mundo.
"Se tivermos de errar um pouco sobre o equilíbrio do
mercado, que seja assim", disse Falih depois de se encontrar com
o ministro russo de Energia, Alexander Novak, em Riad.
Novak e outras autoridades russas também se reuniram com o
rei saudita Salman na capital do país, nesta quarta-feira.
"Em vez de desistirmos muito cedo e descobrir que estávamos
lidando com informações pouco confiáveis… (melhor) manter o
curso e certificar-se de que os estoques estão nos níveis
necessários à indústria", disse Falih.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, da qual a
Arábia Saudita é líder de facto, concordou em prolongar os
cortes de oferta de petróleo com a Rússia e outros produtores
até o final de 2018.
Moscou, no entanto, sinalizou que uma saída gradual pode ser
necessária a partir do segundo semestre deste ano.
Falih insistiu que os cortes continuarão em todo o ano de
2018 e, para evitar impactos ao mercado, qualquer saída depois
seria muito gradual.
Nesta quarta-feira, Falih disse que a Opep e seus aliados
teriam de considerar nos próximos meses como ajustar as metas,
incluindo a forma de medir a média de cinco anos dos estoques de
petróleo.
(Reportagem adicional de Andrew Torchia, em Dubai)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG RS


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