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Por Joseph Menn
SAN FRANCISCO, 13 Jun (Reuters) – A Apple informou
nesta quarta-feira que vai mudar configurações do iPhone para
reduzir os meios mais comuns de execução de invasão de
dispositivos por meio da lei.
A empresa disse que a medida tem como objetivo proteger os
clientes, especialmente em países onde os telefones são
facilmente obtidos pela polícia ou por criminosos com recursos
extensivos, e evitar a disseminação da técnica de ataque.
A porta-bandeira de privacidade da indústria de tecnologia
disse que mudará as configurações padrão no sistema operacional
do iPhone para cortar a comunicação através da porta USB quando
o telefone não tiver sido desbloqueado na última hora.
Essa porta é como as máquinas fabricadas pelas empresas
forenses GrayShift, Cellebrite e outras se conectam e contornam
as provisões de segurança que limitam quantas tentativas de
senha podem ser feitas antes que o dispositivo as congele ou
apague os dados. Agora eles não poderão executar o código nos
dispositivos depois de uma hora.
Representantes da Apple disseram que a mudança nas
configurações protegerá os clientes em países onde a polícia
apreende e tenta invadir os telefones com menos restrições
legais do que sob a lei dos EUA. Eles também disseram que
criminosos, espiões e pessoas com más intenções costumam usar as
mesmas técnicas. Mesmo alguns dos métodos mais valorizados pelas
agências de inteligência vazaram na internet.
"Estamos constantemente fortalecendo as proteções de
segurança em todos os produtos da Apple para ajudar os clientes
a se defenderem contra hackers, ladrões de identidade e
intrusões em seus dados pessoais", disse a Apple. "Temos o maior
respeito pela aplicação da lei e não projetamos nossas melhorias
de segurança para frustrar seus esforços."
(Por Joseph Menn)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))
REUTERS SI AAP


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