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Por Julia Love e Noe Torres
CIDADE DO MÉXICO, 14 Fev (Reuters) – A América Móvil
, a jóia da coroa do império do bilionário mexicano
Carlos Slim, registrou o maior prejuízo em 16 anos no quarto
trimestre, prejudicada pela depreciação do peso em relação ao
dólar e ao euro.
A empresa de telecomunicações, que é controlada pela família
da Slim e tem operações em toda a América e na Europa Oriental,
registrou prejuízo líquido de 11,295 bilhões de pesos (575
milhões de dólares) no quarto trimestre encerrado em dezembro,
ante prejuízo de 5,972 bilhões de pesos no mesmo trimestre do
ano anterior.
Os analistas em uma pesquisa da Reuters esperavam que a
empresa reportasse lucro líquido de 4,231 bilhões de pesos.
A empresa atribuiu o resultado a problemas cambiais no
trimestre, quando o peso mexicano se depreciou quase 8 por cento
em relação ao dólar.
Isso prejudicou a América Móvil, porque sua dívida está
principalmente em dólares norte-americanos, na libra britânica e
no euro, disse o analista Gregorio Tomassi, do Itaú BBA.
A moeda mexicana tem sido impactada nos últimos meses pela
incerteza sobre o futuro do Tratado de Livre Comércio da América
do Norte (Nafta), um pilar da economia mexicana, e pelo
nervosismo antes das eleições presidenciais mexicanas em julho.
Mas o mercado estava otimista de que os lucros da América
Móvil aumentarão agora que a empresa pode cobrar rivais por
chamadas para sua rede no México, disse o analista da Intercam,
Alik Garcia. Melhora nas condições econômicas no Brasil também
estão aumentando o valor de suas ações, disse Garcia.
A receita e lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (Ebitda, na sigla em inglês) no trimestre ficaram em
linha com a expectativas dos analistas.
A receita foi de 263,9 bilhões de pesos, ligeira queda ante
269,3 bilhões de pesos no quarto trimestre de 2016.
No Brasil, onde opera as marcas Claro, NET e Embratel, as
operações da América Móvel registraram receita de 8,94 bilhões
de reais no quarto trimestre, alta de 0,8 por cento ante o mesmo
período de 2016, e Ebitda de 2,7 bilhões de reais, alta de 11,6
por cento na mesma comparação.
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS FB


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