Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Dominique Vidalon
PARIS, 21 Nov (Reuters) – Uma parceria entre o varejista
francês Auchan AUCH.UL e o gigante da Internet Alibaba
BABA.N pode deixar o Carrefour CARR.PA ainda mais para trás
na China e levar seu novo presidente-executivo a vender os
negócios no país asiático.
Alexandre Bompard assumiu o comando do Carrefour, segundo
maior varejista do mundo depois do Wal-Mart WMT.N , em julho e,
no dia 23 de janeiro, revelará seu plano de reestruturação para
a empresa francesa, que alertou em agosto para uma queda no
lucro operacional em 2017.
Bompard tem que decidir se continua ou deixa a China, onde o
Carrefour passou anos tentando reparar um negócio cujas vendas
caíram 5,4 por cento no terceiro trimestre deste ano, em meio à
feroz competição de atores locais e um dinâmico mercado online.
Perguntado sobre sua decisão sobre o mercado chinês, o
executivo disse à Reuters durante uma conferência de
investimento em Paris nesta terça-feira: "Vou falar sobre isso
em breve", confirmando que isso ocorreria na apresentação de
janeiro.
"Até agora, os únicos varejistas ocidentais que se
estabeleceram com sucesso no país fizeram por meio de parcerias
com varejistas locais, como o Auchan com o Sun Art Retail",
disseram em nota analistas da Bryan Garnier.
"Uma combinação de off-line e online também é uma opção,
como visto com os acordos recentes entre o Wal-Mart e JD.com …
e Auchan e Alibaba … Na falta de conclusão rápida de tal
parceria, uma decisão pode ser tomada para vender ativos do
Carrefour na China ", acrescentaram.
Na segunda-feira, o Alibaba anunciou um investimento de 22,4
bilhões de dólares de Hong Kong (2,9 bilhões de dólares) em uma
fatia do Sun Art 6808.HK , principal operador de hipermercados
da China, no qual o Auchan também possui a maior participação.
O Carrefour tem tentado se reposicionar na China, que
responde por 5 por cento das vendas do grupo, com foco em
grandes hipermercados. O grupo se expandiu para o comércio
eletrônico e lojas de conveniência e abriu centros de logística
para reduzir os custos.
O ex-presidente-executivo do Carrefour Georges Plassat
disse, repetidamente, que o Carrefour ficaria na China e não
descartou um acordo com um parceiro local, embora nada tenha se
concretizado.
(Por Dominique Vidalon)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447745))
REUTERS TH RBS


Assuntos desta notícia