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Por Gabriela Baczynska
SÓFIA, 17 Mai (Reuters) – O presidente da França, Emmanuel
Macron, disse nesta quinta-feira que a Europa tentará proteger
suas empresas que fazem negócios com o Irã das sanções dos
Estados Unidos impostas devido ao programa nuclear de Teerã, mas
que gigantes como a Total tomarão suas próprias
decisões.
Macron fez a afirmação no momento em que a maior empresa de
transportes por contêineres do mundo, a A.P. Moller-Maersk
, seguia o exemplo da grande petroleira francesa
dizendo que sairá do Irã, prejudicando os esforços da União
Europeia para salvar o acordo nuclear com Teerã e blindar
companhias europeias que têm negócios com a República Islâmica.
"Empresas internacionais com interesses em muitos países
fazem suas próprias escolhas de acordo com seus interesses. Elas
deveriam continuar a ter esta liberdade", disse Macron ao chegar
para o segundo dia de conversas de líderes da UE na capital
búlgara.
"Mas o que é importante é que as empresas, e especialmente
as empresas de médio porte, que talvez sejam menos expostas a
outros mercados, americanos ou outros, possam fazer esta escolha
livremente".
A UE que salvar o pacto nuclear, que oferece a suspensão de
sanções econômicas ao Irã em troca de limites em seu programa
nuclear, e a Europa o vê como um elemento importante da
segurança internacional.
Mas autoridades do bloco dizem não haver maneira fácil de
proteger companhias da UE das sanções dos EUA e que o bloco
precisará de tempo para elaborar o que provavelmente será uma
combinação complexa de medidas nacionais e da UE.
Ignorando o apoio europeu ao acordo nuclear, o presidente
norte-americano, Donald Trump, o classificou como "o pior acordo
da história" e anunciou a saída de seu país no dia 8 de maio.
Na quarta-feira, a Total disse que pode desistir de um
projeto de gás multibilionário a menos que obtenha uma dispensa
das sanções de Washington. Teerã vem elogiando o projeto por
vê-lo como um símbolo do sucesso do pacto nuclear.
O diretor-executivo da A.P. Moller-Maersk, Soren Skou, disse
à Reuters nesta quinta-feira que sua firma está seguindo o mesmo
caminho.
"Com as sanções que os americanos imporão, não se pode fazer
negócio no Irã se você também faz negócio nos EUA, e os temos em
larga escala", explicou ele em uma entrevista após a divulgação
do relatório do primeiro trimestre da companhia.
(Reportagem adicional de Alastair Macdonald e Robert-Jan
Bartunek, em Bruxelas)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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