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Por Alister Doyle
BONN, Alemanha, 13 Nov (Reuters) – As emissões globais de
carbono devem crescer 2 por cento neste ano e atingir um novo
recorde, alertaram cientistas nesta segunda-feira, acabando com
as esperanças de que tivessem atingido seu pico.
As emissões de carbono haviam ficado praticamente estáveis
no período 2014-16, mas aumentarão neste ano principalmente
devido a uma elevação na China ocorrida após um declínio de dois
anos, disseram os cientistas.
Os dados, apresentados durante as negociações de quase 200
nações na Alemanha sobre os detalhes do acordo climático de
Paris de 2015, são um revés para a meta global de conter as
emissões para evitar chuvas torrenciais, ondas de calor e a
elevação do nível dos mares.
"O platô do ano passado não teve pico de emissões", escreveu
o Projeto Global de Carbono, um grupo de 76 cientistas de 15
países, sobre as descobertas.
As emissões de dióxido de carbono resultantes de
combustíveis fósseis e da indústria, o grosso dos gases de
efeito estufa gerados pelo homem, estão a caminho de aumentar 2
por cento em 2017 em comparação aos níveis de 2016, chegando a
uma alta recorde de cerca de 37 bilhões de toneladas, afirmou o
grupo.
"As emissões globais de CO2 parecem estar crescendo com
força de novo… isso é muito decepcionante", disse a
pesquisadora-chefe, Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall
de Pesquisa sobre a Mudança Climática da Universidade de East
Anglia, no Reino Unido.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447505))
REUTERS MPP


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