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SÃO PAULO, 24 Nov (Reuters) – A estatal Eletrobras
convocou uma Assembleia Geral
Extraordinária de acionistas, em 28 de dezembro, para analisar
proposta de prorrogação do prazo para que a companhia tome as
providências necessárias à privatização de suas seis
distribuidoras de eletricidade que atuam no Norte e Nordeste.
Segundo edital de convocação divulgado na noite de
quinta-feira pela elétrica, o prazo para assinatura do contrato
de transferência das distribuidoras a um novo controlador deverá
ser prorrogado até 31 de julho de 2018.
Em uma assembleia no ano passado, os acionistas haviam
aprovado um prazo até 31 de dezembro de 2017 para que a empresa
se livrasse das distribuidoras.
"Cabe aos acionistas, se assim desejarem, rever a decisão
prevista…a AGE está sendo convocada para propor a prorrogação
do prazo para a conclusão da privatização, de modo que haja um
prazo razoável para que os administradores da Eletrobras possam
avaliar e discutir o modelo de desestatização proposto", disse a
companhia em comunicado.
A Eletrobras disse que poderá, depois dessa assembleia, "se
for o caso, realizar uma nova assembleia de acionistas para que
seja deliberada sobre as condições de privatização ou liquidação
das distribuidoras, o que…deverá ocorrer até 1 de fevereiro de
2018", adicionou a companhia.
A elétrica ressaltou ainda que "qualquer condição prevista
nos estudos (sobre o modelo de privatização) poderá ser
alterada" e que "a decisão acerca da desestatização ou não das
distribuidoras, suas condições e prazo ainda dependem de
submissão do assunto à deliberação dos acionistas."
As distribuidoras que a Eletrobras quer privatizar são
fortemente deficitárias e atendem os Estados do Acre, Alagoas,
Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí.
As empresas são fortemente deficitárias e, para vendê-las, a
Eletrobras deverá assumir 20,8 bilhões de reais em dívidas das
empresas, segundo a modelagem de privatização atualmente
proposta.
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse em
entrevista à Reuters no início de novembro que a elétrica avalia
ter provisões ou créditos a receber para cobrir toda ou a maior
parte dessa dívida. Ele disse ainda que a companhia apresentará
aos acionistas na assembleia, para aprovação, informações
detalhadas de um plano para cobrir o "rombo" nas empresas.

(Por Luciano Costa; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))

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