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BRASÍLIA, 15 Fev (Reuters) – Economistas passaram a ver
menor déficit primário do governo central (Tesouro, Banco
Central e Previdência) neste ano e no próximo, na esteira de
maiores receitas e menores despesas projetadas, conforme
relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo
Ministério da Fazenda.
Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil
deste mês, a expectativa para o déficit primário em 2018 caiu a
149,186 bilhões de reais, contra 153,944 bilhões de reais antes.
Com isso, seguiu dentro da meta estabelecida pelo governo,
que é de um saldo negativo em 159 bilhões de reais. O
cumprimento do alvo, contudo, é envolto em incertezas em função
da série de medidas que foram enviadas ao Congresso Nacional
para assegurá-lo, mas que não foram analisadas pelos
parlamentares.
No início deste mês, o governo bloqueou 16,2 bilhões de
reais em despesas do Orçamento de 2018, sendo 8 bilhões de reais
por cautela com receitas previstas via privatização da
Eletrobras e outros 8,2 bilhões de reais com remanejamento de
gastos.
Para 2019, a estimativa passou a ser de um déficit primário
de 119 bilhões de reais, ante 120,961 bilhões de reais no
levantamento anterior e indicação do governo de um rombo de 139
bilhões de reais, que será, se confirmado, o sexto dado
consecutivo no vermelho do país.
Para a trajetória da dívida bruta, a conta também diminuiu
para este ano e o próximo. Agora, a perspectiva é de que chegue
a 75,50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, contra
76 por cento no mês passado. Para 2019, o cálculo melhorou a
77,20 por cento do PIB, ante 78,39 por cento anteriormente.

(Por Marcela Ayres; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

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