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BRASÍLIA, 17 Mai (Reuters) – Economistas pioraram as
expectativas para o déficit primário do governo central
(Tesouro, Banco Central e Previdência) em 2018, segundo
relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo
Ministério da Fazenda, mas continuaram vendo o resultado dentro
da meta estabelecida pelo governo para o ano.
Pela mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste
mês, a projeção para o rombo primário subiu a 138,543 bilhões de
reais, contra 136,103 bilhões de reais anteriormente. Contudo,
seguiu com folga dentro da meta estabelecida pelo governo, que é
de um saldo negativo em 159 bilhões de reais.
O governo vem reiterando a viabilidade da meta e, para isso,
tem contado com o bom resultado da arrecadação, influenciado
pelo Refis e também por maiores royalties com petróleo em meio à
valorização da commodity.
Para 2019, a projeção agora é de um déficit primário de
105,930 bilhões de reais, menor que o patamar de 107,304 bilhões
de reais no levantamento anterior e também dentro da meta de 139
bilhões de reais.
Quanto à dívida bruta, os cálculos dos economistas ficaram
ligeiramente piores para 2018, com a dívida respondendo por 75
por cento do Produto Interno Bruto (PIB), contra 74,90 por cento
no mês passado. Para 2019, o cálculo foi a 76,80 por cento do
PIB, ante 76,90 por cento anteriormente.

(Por Marcela Ayres; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

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