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BRASÍLIA, 12 Abr (Reuters) – Economistas melhoraram suas
contas para o déficit primário do governo central (Tesouro,
Banco Central e Previdência) tanto neste ano quanto no ano que
vem, segundo relatório Prisma Fiscal divulgado nesta
quinta-feira pelo Ministério da Fazenda, prevendo em ambos os
casos aumento das receitas arrecadadas.
Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil
deste mês, a expectativa para o déficit primário deste ano foi a
136,103 bilhões de reais, contra 139,132 bilhões de reais
anteriormente.
Com isso, a cifra ganhou ainda mais folga em relação à meta
estabelecida pelo governo, que é de um saldo negativo em 159
bilhões de reais.
O governo vem reiterando a viabilidade da meta e, para isso,
tem contado com o bom resultado da arrecadação, embalada pelo
Refis e pela retomada da economia.
Por outro lado, projetos importantes do ponto de vista
fiscal, como o da privatização da Eletrobras e o da reoneração
da folha de pagamento das empresas, seguem escanteados no
Congresso Nacional, sem perspectiva concreta de votação.
Para o ano que vem, a projeção passou a ser de um déficit
primário de 107,304 bilhões de reais, abaixo dos 111,892 bilhões
de reais no levantamento anterior e da indicação do governo de
um rombo de 139 bilhões de reais, que será, se confirmado, o
sexto dado consecutivo no vermelho do país.
O governo fixará formalmente a meta fiscal de 2019 no
projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a ser
divulgado nesta quinta-feira.
Para a dívida bruta, a expectativa dos economistas também
ficou ligeiramente mais positiva. A perspectiva agora é de que
alcance 74,90 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018,
contra patamar de 75 por cento visto no mês passado. Para 2019,
o cálculo foi a 76,90 por cento do PIB, ante 76,95 por cento
anteriormente.

(Por Marcela Ayres; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

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