Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

O dólar comercial fechou em alta nesta terça-feira, na carona com os demais mercados, justificado por vários fatores globais. Nem mesmo a mudança nas atuações do Banco Central do Brasil – BCB para os leilões de swap conseguiu conter o avanço da divisa, que foi a maior em dois anos.

Ao final, no interbancário, o dólar comercial ficou cotado a R$3, 660 para a compra e R$3,660 para a venda, alta de 0,90%.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

O dólar turismo ficou em R$3,510 para a compra e R$3,810 para  a venda, alta de 1,06%.

O euro ficou em R$4,331 para a compra e R$4, 333 para a venda, alta de 0,27%.

A libra ficou em R$4, 942 para a compra e R$4, 943 para a venda, alta de 0,62%.

“ O mercado seguiu estressado nesta terça-feira, o que pode começar a ameaçar a decisão do Copom que encerra a reunião amanhã. O que se espera é uma queda na taxa de juros e, com isso, o mercado vai seguir pressionado. Vários fatores estão pesando nessa disparada do dólar, como o quadro político, a cautela com o Fed e as relações comerciais dos Estados Unidos com o resto do mundo. Entretanto, acho que esse avanço dos números da economia norte-americana está em linha. Não consigo ver os Estados Unidos como o centro econômico do mundo. Acho que o mercado vai seguir estressado, com muita gente ainda desmontando posições e esperando para qualquer movimento mais forte do BC ou alguma notícia relevante no cenário externo”, destacou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

No cenário doméstico, o quadro político ficou no foco. O resultado da pesquisa eleitoral CNA/MDA, divulgado ontem, com o candidato de direita liderando, sem a presença do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, pesou forte no humor do mercado. Jair Bolsonaro (PSL) aparece em primeiro e com 18,3% de intenção de voto, seguido de Marina Silva (REDE), com 11, 2% e Ciro Gomes (PDT) com 9%.

Já o BCB, na última sexta-feira (11), destacou que fará ajustes na forma que está ofertando swap cambial.

A medida começou a valer desta segunda-feira (14), no leilão para a rolagem integral dos contratos vencidos em 01 de junho, com a oferta de 4.225 contratos, que serão distribuídos, a critério do BCB, com vencimentos de nos dias 01/08/18, 01/11/18 e 02/01/2019. A data de início dos contratos permanece em 01/06/2018.

O BCB explicou também que,  do total de 113 mil contratos vincendos em 01 de junho, 62.300 contratos já foram renovados nos leilões ocorridos entre os dias 03 e 11 de maio.

O BCB fez também oferta adicional de contratos de swap cambial. O leilão tem data de início dos contratos a partir de hoje (15). Serão ofertados 5 mil contratos com vencimento em 02/07/2018.

De acordo com analistas do mercado cambial ouvidos pelo Último Instante, o grande problema de uma valorização do dólar fica para as empresas que contraem dívidas na moeda americana. Muitas, segundo os operadores, não estão protegidas contra a desvalorização do real. Mais ainda, a confiança na economia doméstica sobre o desempenho da moeda norte-americana acabou por pegar essas empresas de surpresa nos últimos dias.

Nos mercado norte-americano, o índice DXY, que mede o comportamento da moeda com mais seis, estava em alta de 0,60% a 93,24. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, estava em alta de 0,59% a 86,87.

O euro estava em queda de 0,69% a US$1.1848. A libra também caía a 0,32% a US$1.3511.

O dólar ganhou força nesta terça-feira, com os rendimentos da dívida do governo americano subindo. A mesma dinâmica ajudou a puxar a moeda em abril. Os títulos de 10 anos do Tesouro subiram 8 pontos na base a 3,072%, o mais alto desde 2011.

Já as moedas europeias operaram para baixo com os números das economias da Zona do Euro.


Assuntos desta notícia

Join the Conversation