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O dólar começou 2017 em queda. Com o mercado abrindo em baixa nos primeiros dias da semana, com o dólar chegando a valores abaixo de R$ 3,20 e o Real, no último ano, com uma valorização de 17% acima do dólar, todos esses fatores impulsionaram as operações de câmbio que vem tendo uma forte alta entre o Brasil e os Estados Unidos. Investidores com imóveis na América aproveitam essa queda do dólar para fazerem transações entre os dois países, como explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital, “os clientes aproveitam para quitar dívidas em dólar referente aos pagamentos dos imóveis que possuem nos Estados Unidos. O momento é oportuno para grandes envios de remessas, lembrando que, há dois meses, o câmbio comercial bateu R$ 3,45. Estamos falando de uma queda de 10% em quase dois meses, isso cria uma ótima oportunidade para o cliente fazer o envio e aproveitar a situação”, diz.

Mesmo com as últimas cotações mostrando uma leve queda do dólar, a moeda deve oscilar bastante no país devido a alguns fatores internos e externos, como, por exemplo, as reformas domésticas que ainda precisam ser votadas, a moeda americana terá sua alta ou baixa dependendo do resultado das casas legislativas brasileiras.

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Para o Diretor de Operações Fernando Bergallo da FB Capital, o resultado pode afetar a entrada de investidores para o Brasil, o que deve ser levado em consideração em tempos de crise. “Com relação à aprovação das medidas de ajuste fiscal – em especial as reformas da previdência e trabalhista – o país tende a trazer ou afastar investidores para o setor produtivo. Com isto, teremos, também, o impacto na oferta e demanda de dólares e, por consequência, na cotação da moeda estrangeira”, diz Bergallo.

Os números da inflação também são motivos que fazem a cotação da moeda americana cair. Em 2016, o IPCA foi medido em 6,29% fator positivo para economia e o Diretor de Operações da FB Capital observa: “A relação do preço do dólar com a inflação não parece ser evidente em um primeiro momento, porém as consequências da inflação no mercado de juros estão diretamente relacionadas. De acordo com a queda da inflação, teremos, também, uma queda na Selic. Com isto, o Brasil passa a remunerar seus títulos de forma menos atrativa, reduzindo, em tese, o fluxo cambial para cá”.

Fatores externos como a vitória do candidato Donald Trump para presidência americana é questão que faz o dólar ter altos e baixos na economia. Sendo um presidente que traz mais incertezas do que algo concreto para o mercado é momento de observar as ações a partir de 20 de janeiro de Trump. “Passada a especulação em torno da eleição, teremos de fato as ações efetivas do governo Trump. O mercado tende a acompanhar, com muita atenção, principalmente as ações no campo econômico, que devem ter impacto na formação do preço do dólar perante todas as demais moedas do mundo”, analisa Fernando Bergallo.

Mas a leve queda do dólar traz bons ventos para os brasileiros. Com uma cotação de R$ 3,20, os investidores nacionais voltam seus olhos para o exterior para possíveis investimentos, como observa Bergallo. “O ativo mais seguro do mundo é o dólar. Muitas pessoas de maior poder aquisitivo deixam parte de seus investimentos fora do país, seja pelas contas em instituições financeiras ou em imóveis”, finaliza.


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