Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Com certeza o ano de 2016 foi marcado por tantas turbulências e, com isso, o dólar foi o destaque. No início de ano, a moeda segurou  forte alta, chegando ao topo com R$ 4,11 em janeiro, para terminar  em cotação comercial próximo a R$ 3,38. Ainda em 2016, a moeda americana sofreu uma desvalorização de 20% em relação ao Real e com seus valores sendo observados pelos investidores em um ano em que o Brasil não foi fortemente associado à relação economia, pois a forte crise política passou do Executivo, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e pelo Legislativo, com a cassação de ex-deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No cenário internacional, a situação do dólar também não foi tranquila devido aos atendados terroristas, a decisão do Reino Unido de Brexit e, também, a eleição polêmica de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.

Chart Trading 300×250

Para 2017, os economistas avaliam que as variações de preço estarão atreladas às questões econômicas e não tanto nos desdobramentos outros que ocorrerão no mundo como um todo. Reformas internas e corte de juros serão os principais pontos a influenciarem a cotação do dólar já nos próximos meses. Os fatores que irão definir a valorização ou queda da moeda americana são analisados por três especialistas que deram suas opiniões e perspectivas para o dólar no próximo ano:

“Acreditamos que, em 2017, a movimentação do câmbio tenderá a se aproximar mais dos fundamentos econômicos, passado um período de intensa especulação por conta de fatores externos e internos. No front externo, deu-se, em dezembro, a aclamada decisão do FED [Federal Reserve] em definir a nova taxa de juros para a economia americana, assim como sua projeção até 2019. No front doméstico, passados os principais capítulos da Operação Lava Jato e da crise politica, a especulação também tenderá a se dissipar e o câmbio passar a responder em função das reformas de ajuste econômico e demais fundamentos econômico-sociais. O cenário de câmbio a R$ 3,30 para o final de 2016, previsto pela maioria do mercado desde novembro, confirmou-se. E é com esse patamar que o mercado continuará trabalhando no primeiro semestre de 2017”, Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

“Para 2017, vemos um Dólar/Real mais desvalorizado, por volta dos R$ 3,50. O ciclo de corte da taxa de juros pelo Banco Central brasileiro deve se estender por todo o ano, provavelmente aumentando o ritmo já nos primeiros meses, e deve levar a taxa Selic para abaixo de 11% no final de 2017. Além disso, com a eleição de Trump para a presidência dos Estados Unidos os mercados passaram a precificar um ritmo mais acelerado de aperto monetário por parte do Fed. A queda do diferencial entre os juros locais e americanos tenderá a levar à desvalorização do câmbio ao longo do ano. Vale lembrar que essa dinâmica é bastante dependente da continuidade das reformas internas, podendo ser amenizada ou intensificada de acordo com o sucesso ou fracasso, respectivamente, das estratégias do governo”, Rafael Sabadell, Gestor de Renda Fixa da GGR Investimentos.

“A moeda vai continuar em tendência de baixa, podendo chegar à casa dos R$ 3,00 ou R$ 3,10 com um cenário de melhora caso as reformas internas sejam aprovadas no Congresso, trazendo um fôlego e um pouco mais de confiança para o mercado. Nos Estados Unidos, a situação é de certa pressão para aumentar os juros ao passo que a economia americana vá se recuperando, mas acredito que isto não será decisivo no valor da moeda frente ao Brasil. Este valor esperado é ótimo tanto para o importador quanto para o exportador e o Banco Central buscará por esse equilíbrio em 2017”, Paulo Figueiredo, Diretor de operações da FN Capital.


Assuntos desta notícia