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O dólar comercial decolou novamente nesta quinta-feira e pesou nas moedas emergentes ao redor do mundo. Em dia sem grandes indicadores, as apostas ficaram com as apresentações de vários membros do Federal Reserve e, com isso, elevando as apostas de uma reação mais dura da autoridade monetária norte-americana para as taxas de juros.

Por aqui, ante as incertezas políticas e econômicas, o mercado cambial também reagiu a decisão do Banco Central do Brasil ao manter a taxa referencial de juros do país em 6,50% ao ano e contrariando as apostas de um corte em 0,25 p.p.

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No comunicado de ontem, o BCB considerou o cenário externo, a fragilidade da economia doméstica e, principalmente, a valorização do dólar. A decisão, que dividiu as opiniões, não conseguiu conter o avanço da moeda nesta quinta-feira.

Ao final, no interbancário, o dólar ficou cotado a R$ 3,699 para a compra e R$3, 701 para a venda, alta de 0,62%.

O dólar turismo ficou em R$3,690 para a compra e R$3,9100 para a venda, alta de 2,36%.

O euro ficou em R$4,365 para a compra e R$4, 366 para  a venda, alta de 0,56%.

A libra ficou em R$4,996 para a compra e R$4,998 para a venda, alta de 0,64%.

“O mercado foi surpreendido com a decisão do BCB manter a taxa de juros em 6,50% ao ano. Com as altas dos últimos dias, não dá para afirmar sobre um viés, não existe uma perspectiva e, com isso, o investidor sai mesmo da bolsa e busca refúgio no dólar. Se a queda de juros fosse um pouco menor, como estava precificada, o patamar seria de R$3,60, já nem podemos mais falar em banda, e o comunicado deixou incertezas sobre os próximos passos do BCB. Lá fora, o que se vê é a economia dos Estados Unidos fortalecida e com mais empresas saindo de emergentes e seguindo pra lá. Acredito que o BCB deverá fazer mais leilões, já que são 45 dias de forte alta, para tentar segurar a moeda. O impacto de um dólar forte é no setor de importação e pesa também na balança comercial, embora a exportação vem sendo beneficiada com a moeda em alta. Para completar o quadro, ainda existe a instabilidade política. Com tudo isso fica difícil fazer alguma previsão”, explicou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Nos cenário externo, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar com seis moedas, estava em alta de 0,18% a 93,48. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, estava em alta de 0,17% a 87,02.

O euro ficou em queda de 0,10% a US$1.1795. A libra ficou em alta de 0,17% a US$1.3511.

O dólar norte-americano permaneceu apoiado por rendimentos dos Treasuries, bem como pela fraqueza do euro, que é seu principal rival e o maior componente do popular indicador de dólar ICE.

Os rendimentos do Treasuries de 10 anos dos Estados Unidos subiram 0,27% em 3,10%, atingindo seu nível mais alto desde julho de 2011.


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