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DIs mostram queda para vencimentos mais líquidos

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Depois de cinco pregões consecutivos de alta e 5,0% de valorização, a B3 teve dia de realização de lucros recentes, num pregão coincidente com o vencimento de opções para o prazo julho. Aliás, o volume de exercício atingiu R$ 3,23 bilhões, e pode provocar novos ajustes de posições em sessões seguintes. Destaque positivo para as ações de Vale e siderúrgicas, função de alta no preço do minério.

O dia começou com a nova pesquisa Focus mostrando dados positivos, começando pela inflação de 2017 em nova queda para 3,29%, e para 4,20% em 2018. A Selic prevista para o final do ano também caiu para 8,00%, vindo de 8,25% na pesquisa anterior. Tivemos ainda produção industrial em alta para 0,97% e dólar em queda para R$ 3,30. O PIB de 2017 foi mantido em alta de 0,34%, menor que a estimativa do governo de 0,50%.

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A FGV anunciou o IPP-10 de julho em deflação de 0,84%, acumulando deflação no ano de 2,25% e também em 12 meses com -1,79%. O IPC-S da segunda quadrissemana de julho mostrou deflação de 0,05% e o saldo da balança comercial da segunda semana de julho registrou superávit de US$ 1,3 bilhão. No ano de 2017, o superávit ascende a US$ 38,6 bilhões.

Tivemos dados do Caged mostrando que foram criadas 9,8 mil vagas com carteira assinada, fruto da criação de vagas no segmento agropecuário de 36,8 mil vagas. No ano, são 67,4 mil vagas criadas. O secretário Mansueto de Almeida reagiu às mudanças do Refis, dizendo que o país não tem como absorver R$ 12 bilhões de perdas extras.

Na sequência dos mercados, os DIs mostraram comportamento de queda de juros para os vencimentos mais líquidos, e o dólar observou nova queda de 0,07% e cotado a R$ 3,182. Na B3, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos na sessão de 13 de julho no montante de R$ 360,6 milhões, deixando o saldo positivo de julho em R$ 1,14 bilhão e o saldo do ano com ingresso líquido de R$ 6,03 bilhões.

No cenário internacional, dia de dados positivos na China durante a madrugada e nos EUA o índice de atividade de NY (Empire States) em queda em julho para 9,8 pontos, vindo de 19,8 pontos. No Reino Unido, foram retomadas as negociações do Brexit com a União Europeia tendo como foco o trânsito de cidadãos. O Japão faz carga para que países ampliem sanções à Coreia do Norte na direção da ONU e pede que Rússia e China endureçam. Diz que pode cancelar importações de petróleo do país.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,95%, com o barril cotado a US$ 46,10. O euro era transacionado em alta para US$ 1,148 e notes americanos de 10 anos com taxa em queda para 2,30%. Ouro e prata em alta na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, dia de alta para a bolsa de Londres de 0,35%, Paris com queda de 0,10% e Frankfurt com -0,35%. Madri e Milão com pequenas quedas de 0,04% e 0,03%. No mercado americano, o dia foi todo ao redor da estabilidade, com o Dow Jones fechando com -0,03% e Nasdaq com +0,03%. Na Bovespa, dia de queda de 0,34%, com o índice em 65212 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos a inflação no Reino Unido pelo CPI de junho (consumidor) e na zona do euro. Na Alemanha, o índice Zew de expectativas econômicas de julho e nos EUA os preços dos importados de junho, o fluxo de capital estrangeiro de maio e a confiança do construtor NAHB de julho.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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