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22 Nov (Reuters) – Detentores de bônus da Venezuela estão se
reunindo e avaliando a possibilidade de formar comitês, disseram
assessores e gestores de fundos à Reuters, ao mesmo tempo em que
crescem as dúvidas sobre a viabilidade da proposta do presidente
Nicolás Maduro de reestruturar uma dívida de 60 bilhões de
dólares.
Maduro tem dito que o país continuará cumprindo com suas
obrigações por enquanto. Mas os detentores de bônus, que vão de
fundos de investimento de longa data a fundos de hedge e fundos
de mercados emergentes nos Estados Unidos, estão começando a se
preparar para uma batalha potencialmente amarga e desordenada
devido a um possível default no futuro.
Um fundo de hedge com sede no Reino Unido, MacroSynergy
Partners, convidou detentores de bônus institucionais da
petroleira estatal venezuelana para uma reunião em
Londres em 30 novembro para discutir os próximos passos para os
credores, segundo convite visto pela Reuters.
Os participantes também discutirão se deve ser criado um
comitê informal e ad hoc pelos detentores de bônus, segundo o
convite.
Embora Caracas tenha mantido em dia os pagamentos de seus
bônus, quitou alguns cupons com atraso, o que levou as agências
de classificação de crédito a declarar uma moratória seletiva.
Na terça-feira, a Standard & Poor's rebaixou a classificação
dos bônus globais venezuelanos 2025 e 2026 para "D", de "CC".
(Reportagem de Brian Ellsworth em Caracas, Tracy Rucinski em
Chicago e Sujata Rao em Londres)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


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