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Por Ayman al-Warfalli
BENGAZI, Líbia, 20 Mai (Reuters) – Um grupo de jovens
desempregados da Líbia fechará campos de óleo em Marada, cidade
no leste do país, a não ser que suas exigências por serviços
públicos melhores sejam atendidas, disse o grupo, neste domingo.
Um engenheiro de petróleo disse que, apesar da ameaça, a
produção de petróleo continuava normalmente pelo oleoduto que
alimenta o terminal Es Sider, que corre próximo a Marada.
Mas oficiais afirmaram que estavam monitorando de perto os
protestos, já que ações similares de desempregados levaram ao
fechamento de oleodutos em outras partes do país do norte da
África, que está em turbulência desde a queda do líder Muammar
Gaddafi, em 2011.
“Nós os jovens decidimos fechar todos os campos de petróleo
de Marada… a não ser que todos os problemas sejam resolvidos com
urgência”, disse o grupo em um comunicado.
O comunicado reclamou da ausência de estado, ausência de
sistemas de saúde e outros serviços, e a falta de estradas
ligando Marada a outras comunidades.
Os jovens também exigem empregos na empresa estatal NOC,
disse uma fonte oficial de segurança.
Os serviços públicos têm decaído há anos em Marada, assim
como em outras comunidades pela Líbia, com escassez de produção
de cédulas de dinheiro e hospitais em funcionamento na produtora
de petróleo integrante da OPEC.
Homens armados explodiram duas vezes o oleoduto próximo a
Marada, desde dezembro, em uma área cuja segurança é volátil.
Soldados do Estado Islâmico estiveram presentes na região até
que forças do governo expulsaram-nos do seu bastião em Sirte, em
2016.
A operadora do oledouto é a Waha, subsidiária da NOC e um
empreendimento conjunto da Hess Corp , Marathon Oil Corp
e ConocoPhillips .
A empresa de energia francesa Total fechou um acordo de 450
milhões de dólares, este ano, com a Maraton Oil, para assumir as
16% das ações da empresa americana na concessão da Waha, mas
oficiais da Líbia consideram intervir para buscar melhores
termos, disseram fontes da indústria.
A Waha produz 260,000 barris por dia, disseram executivos da
empresa.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7757))
REUTERS ID


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