Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

O BNDES, em consonância com o atual quadro de retração da atividade econômica, desembolsou R$ 62,2 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, com recuo de 34% em relação a igual período anterior. Mesmo assim observa-se, com base em setembro último, uma menor queda no ritmo dos desembolsos em todos os setores apoiados pelo Banco (agropecuária, indústria, infraestrutura e comércio e serviços), com efeitos mais favoráveis sobre o acumulado dos primeiros nove meses do ano. Isso porque, no acumulado até junho, últimos dados até então divulgados, a queda das liberações de financiamentos do BNDES era de 42%.

O setor da indústria liderou os desembolsos nos nos meses, acumulando R$ 21,8 bilhões. O resultado foi puxado pelo segmento de material de transportes, cujas liberações, de R$ 9,5 bilhões, tiveram alta significativa de 27% na comparação com o mesmo período do ano de 2015.

MetaTrader 300×250

O bom desempenho de material de transportes — onde se classificam aeronaves, veículos automotores, embarcações e equipamentos ferroviários — foi impulsionado pelas exportações de bens de capital, cujos desembolsos cresceram 131%, fechando o período com US$ 2,2 bilhões. A liderança deste segmento coube às vendas externas de aeronaves financiadas pelo Banco.

Com isso, o BNDES desembolsou total de US$ 3,3 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões) em financiamentos às exportações do setor industrial (crescimento de 198% em relação a janeiro/setembro do ano passado). Aí estão, além dos aviões, vendas ao mercado internacional de máquinas, equipamentos, peças e componentes apoiadas pelas linhas BNDES Exim.

Financiamentos a capital de giro e programas agrícolas são destaques

Os números em destaque também ficaram com as liberações do BNDES Automático (operações indiretas, geralmente de até R$ 20 milhões, efetuadas por meio dos agentes financeiros do BNDES), que somaram R$ 8,8 bilhões e cresceram 10% neste ano, até setembro.

Além dos programas agrícolas do Governo Federal, implementados pelo BNDES, com mais de R$ 6 bilhões em apoio do Banco, contribuiu para o desempenho o BNDES Progeren, voltado para o financiamento a capital de giro das empresas, com desembolsos de R$ 1,3 bilhão até setembro. Ambos os programas têm impactos importantes sobre a cadeia produtiva das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que também são prioridade das políticas de financiamento do Banco. Tanto que as novas regras do BNDES Progeren, adotadas em agosto passado, reforçaram o orçamento do programa e reduziram custos para as empresas de menor porte.

Infraestrutura

As consultas por financiamentos do BNDES — indicador de tendência dos desembolsos futuros — atingiram R$ 85 bilhões entre janeiro e setembro deste ano. O resultado é 8% inferior ao de 2015. O melhor desempenho foi observado na agropecuária, cujas consultas, de R$ 11,3 bilhões, cresceram um por cento.

Destaca-se, no entanto, a reação das consultas do setor de infraestrutura, que reduziram sua trajetória de queda. Em janeiro/setembro último, as consultas deste setor acumularam R$ 32,3 bilhões e mostraram queda de apenas 4%. No primeiro semestre do ano, esse recuo era de 22%.

O resultado deveu-se, em grande parte, a consultas de projetos de financiamento nos segmentos de transporte ferroviário, que cresceram 740%, totalizando R$ 4,6 bilhões; e de telecomunicações, no valor acumulado de R$ 4,3 bilhões (alta de 751%).

Também tiveram impacto favorável as consultas de serviços de utilidade pública, onde estão classificados projetos de saneamento, um dos setores prioritários do BNDES. As consultas deste segmento, no total de R$ 800 milhões, cresceram 77% na comparação com janeiro/setembro do ano passado.


Assuntos desta notícia