Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

QUÉBEC CITY, 10 Jun (Reuters) – Os Estados Unidos e o Canadá
se viram em uma crise diplomática e comercial neste domingo, com
assessores da Casa Branca atacando o primeiro-ministro
canadense, Justin Trudeau, um dia depois de o presidente
norte-americano, Donald Trump, chamá-lo de "muito desonesto" e
"fraco".
A rusga também sobrou para Alemanha e França, que criticaram
duramente a decisão de Trump de retirar abruptamente seu apoio
ao comunicado final do G7 no sábado, acusando-o de arruinar a
confiança do encontro e agir de forma inconsistente.
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia
Freeland, respondeu aos comentários da Casa Branca dizendo que o
Canadá retaliará as tarifas dos EUA de forma recíproca e que o
Canadá estará sempre disposto a conversar.
"O Canadá não conduz sua diplomacia por meio de ataques ad
hominem… e nos abstemos de ataques ad hominem quando se trata
de um aliado próximo", disse Freeland a repórteres em Québec
City no domingo.
O assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow acusou
Trudeau de trair Trump com declarações "polarizadoras" sobre
política comercial que colocariam o líder dos EUA como elo fraco
diante do encontro histórico com o líder norte-coreano Kim Jong
Un.
Horas depois que Trump retirou seu apoio à declaração
conjunta do G7 e atacou Trudeau, Kudlow e o consultor comercial
Peter Navarro foram ainda mais enfáticos nos noticiários da
manhã deste domingo em um ataque extraordinário a um vizinho e
aliado próximo dos EUA.
"Trudeau realmente nos apunhalou pelas costas", disse
Kudlow, diretor do Conselho Econômico Nacional que acompanhou
Trump no encontro de potências mundiais, à CNN.
Já Navarro disse ao "Fox News Sunday": "Há um lugar especial
no inferno para qualquer líder que se envolva em diplomacia de
má fé com o presidente Donald Trump e tente esfaqueá-lo nas
costas e isso é o que o mal intencionado Justin Trudeau fez
nessa coletiva de imprensa, é isso o que o fraco e desonesto
Justin Trudeau fez."
Trudeau, que ainda está na cidade de Québec para reuniões
bilaterais com líderes que não fazem parte do G7 após a cúpula,
não respondeu às perguntas dos repórteres ao chegar, mas seu
gabinete apontou Freeland como a ministra responsável pelas
relações entre o Canadá e os EUA.
(Por Andrea Hopkins e David Ljunggren)
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 56447764))
REUTERS PAL


Assuntos desta notícia