Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

CHIVILCOY, 6 Dez (Reuters) – Juan Graneros não se lembra da
última vez que choveu em suas terras secas. Como ele arrenda os
campos em que semeia soja e milho, a crescente seca que afeta
diversas áreas rurais da Argentina ameaça suas finanças, já que
ele poderá não recuperar o investimento realizado.
"Tudo que é de segunda (plantio tardio) está sem semear. Eu
não posso fazer porque não tem água, e a única coisa que não
consigo controlar é a chuva", explicou Graneros, de pé no meio
de matos e restos de cultivos velhos que ocupam os 14 hectares
que ele esperava dedicar ao milho de segunda safra.
Outro lote de 60 hectares que o produtor tem em Chivilcoy,
na rica província de Buenos Aires, está nas mesmas condições, o
que leva Graneros a estimar que poderá ficar sem semear 15 por
cento da superfície que havia previsto para a safra 2017/18.
A janela ideal para plantar milho de segunda safra está
perto do fim, segundo especialistas. O período ideal para a
soja, por sua vez, é mais longo, ainda que a oleaginosa também
esteja sob ameaça do clima.
O mal que afeta os produtores de Chivilcoy –a 160
quilômetros da capital argentina– e de outras regiões do
cinturão agrícola do país é fruto da diminuição progressiva das
chuvas registrada a partir do início da primavera.
Depois de um primeiro semestre com precipitações superiores
ao nível habitual, o último trimestre de 2017 marcou uma mudança
no regime de chuvas. Especialistas associam isso a uma transição
para o fenômeno climático La Niña, que nos pampas argentinos
toma a forma da escassez de chuvas.
A Argentina é um dos principais exportadores mundiais de
soja e milho a ponto de seus problemas climáticos já terem
repercutido no mercado de futuros de Chicago.
(Por Maximilian Heath)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS LM JRG


Assuntos desta notícia

Join the Conversation