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WASHINGTON, 13 Out (Reuters) – Os preços ao consumidor nos
Estados Unidos registraram o maior avanço em oito meses em
setembro, com os preços da gasolina subindo após as interrupções
da produção relacionadas com os furacões, que atingiram as
refinarias de petróleo na área da Costa do Golfo, mas a inflação
permaneceu fraca.
O relatório misto do Departamento de Trabalho nesta
sexta-feira veio enquanto os integrantes do Federal Reserve,
banco central dos EUA, estão envolvidos em um debate vigoroso
sobre a trajetória de inflação e sugerem que uma alta dos juros
em dezembro não está certa.
Como resultado, o dólar caiu contra uma cesta de moedas,
enquanto os preços dos Treasuries aumentaram. As ações em Wall
Street subiram para máximas recordes.
As autoridades do Fed podem, no entanto, encontrar consolo
em outro relatório, indicando que a economia está se recuperando
rapidamente dos danos causados pelos furacões Harvey e Irma, com
uma forte recuperação nas vendas no varejo no mês passado.
"A firmeza nas vendas do varejo deve ofuscar o mistério da
inflação persistentemente baixa, estimulando a alta dos juros
pelo Fed em dezembro", disse o economista sênior da BMO Capital
Markets Sal Guatieri.
O Departamento do Trabalho informou nesta sexta-feira que o
Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,5 por cento em setembro,
depois de avançar 0,4 por cento em agosto. O avanço do mês
passado foi o maior desde janeiro e impulsionou a alta na
comparação anual a 2,2 por cento, ante 1,9 por cento em agosto.
Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters esperavam avanço
de 0,6 por cento para o índice em setembro e de 2,3 por cento na
comparação anual. Os preços da gasolina subiram 13,1 por cento
no mês passado, representando 75 por cento da alta do índice. O
aumento dos preços da gasolina foi o maior desde junho de 2009 e
seguiu uma alta de 6,3 por cento em agosto.
Mas excluindo os componentes voláteis de energia e
alimentos, os preços ao consumidor subiram apenas 0,1 por cento
em setembro.
Em um relatório separado, o Departamento de Comércio
informou que as vendas no varejo cresceram 1,6 por cento no mês
passado, maior avanço em dois anos e meio, provavelmente diante
dos esforços de reconstrução e limpeza nas áreas devastadas
pelos furacões Harvey e Irma impulsionando a demanda por
matérias-primas de construção e veículos motorizados.
(Por Lucia Mutikani)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7509))
REUTERS TF LGG


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