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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Kevin Yao e Fang Cheng
PEQUIM, 14 Jun (Reuters) – A economia chinesa está
finalmente começando a desacelerar sob o peso de uma prolongada
repressão sobre os empréstimos mais arriscados que eleva os
custos dos empréstimos a empresas e consumidores, com dados
desta quinta-feira apontando para um amplo enfraquecimento na
atividade econômica em maio.
O banco central da China provocou preocupações sobre a saúde
da economia mais cedo no dia, quando deixou as taxas de juros de
curto prazo inalteradas, surpreendendo os mercados que esperavam
que ele seguisse o aperto monetário nos Estados Unidos, como
costumava acontecer.
A produção industrial, o investimento e as vendas no varejo
cresceram menos do que o esperado, sugerindo mais fraqueza à
frente se Pequim persistir com as duras medidas contra a
poluição industrial e gastos questionáveis de governos
locais.
Os dados, que mostraram o crescimento do investimento mais
lento em 22 anos, "foram todos chocantemente fracos para os
padrões chineses", disseram economistas do Rabobank,
acrescentando que as leituras podem explicar a decisão do banco
central de manter os juros.
A China tem enfrentado uma linha tênue entre o lançamento de
medidas para conter os riscos financeiros e a poluição e o
aperto dos freios com tanta força que a atividade empresarial
diminua drasticamente.
Grande parte de seu esforço até agora se concentrou no setor
bancário, em vez de reduzir ou desalavancar a dívida corporativa
–possivelmente explicando porque o crescimento da China tem
sido surpreendentemente sólido. O Produto Interno Bruto (PIB)
cresceu 6,8 por cento em três trimestres consecutivos.
Mas indicadores estão mostrando que a repressão regulatória
está começando a repercutir na economia, com as empresas
reclamando que é mais difícil conseguir financiamento e com um
número crescente de empresas dando default em títulos.
O crescimento do investimento em ativos fixos da China
desacelerou a 6,1 por cento no período entre janeiro e maio
sobre o ano anterior, ritmo mais lento desde fevereiro de 1996 e
ante expectativa de 7,0 por cento.
O crescimento nos gastos com infraestrutura, um poderoso
motor econômico no ano passado, teve alta de 9,4 por cento nos
primeiros cinco meses, de 12,4 por cento entre janeiro e abril.
A economista sênior para China da ANZ, Betty Wang, notou que
ainda há muitos projetos de infraestrutura em andamento e que
este é um setor relativamente fácil para o governo injetar
estímulo, se assim desejar.
"Claro, os governos locais são mais contidos pela repressão
à dívida, mas se houver um grande risco de queda para a
economia, o governo é plenamente capaz de sustentá-la
novamente".
A produção industrial de maio subiu 6,8 por cento em relação
ao ano anterior, contra as estimativas de uma pequena queda em
relação aos 7 por cento de abril.
As vendas no varejo em maio expandiram 8,5 por cento sobre o
mesmo período de 2017, ritmo mais fraco desde junho de 2003 de
acordo com cálculos da Reuters e contra projeção em pesquisa de
alta de 9,6 por cento.
O porta-voz Departamento Nacional de Estatísticas da China,
Mao Shengyong, disse em coletiva de imprensa que a economia
manterá um ritmo relativamente sólido no segundo semestre e está
confiante de que crescerá em torno de 6,5 por cento no ano, em
linha com a meta do governo e com as pesquisas da Reuters.

(Por Kevin Yao e Fang Cheng)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

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GRAPHIC – China's economic trends http://tmsnrt.rs/2iO9Q6a
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