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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 2,8 pontos entre julho e agosto, alcançando 78,8 pontos. Após a sexta alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde fevereiro do ano passado (81,3 pontos). Os números foram divulgados nesta segunda-feira.

“As expectativas em relação à evolução dos negócios nos meses seguintes continuam melhorando para as empresas do setor de Serviços. A avaliação mais favorável atinge a maioria dos segmentos pesquisados e influencia positivamente a intenção de contratações para os próximos meses. Apesar disso, após seis meses de alta da confiança permanece a dúvida sobre a sustentabilidade desta reação, uma vez que está apoiada, sobretudo, nas expectativas, sem alterar significativamente a visão do setor a respeito do cenário atual” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

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Em agosto, 9 das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. A evolução do índice geral foi determinada por avanços nas expectativas para os próximos meses, enquanto a percepção do momento apresentou leve retração. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,2 ponto, para 70,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 5,7 pontos, alcançando 87,1 pontos. Com este resultado, apoiado em nova elevação das expectativas e numa virtual estabilidade na percepção sobre a situação atual, a diferença entre os dois índices alcança novo recorde de 16,2 pontos.

A queda de 1,8 ponto do indicador de satisfação com a situação atual dos negócios, para 70,3 pontos, exerceu a principal contribuição para a ligeira queda do ISA-S, uma vez que o indicador de Demanda Atual avançou 1,4 ponto, 71,4 pontos. Pela ótica das expectativas (IE-S), o destaque é o indicador de tendência dos negócios nos seis meses seguintes, que avançou 7,2 pontos, alcançando 87,5 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor ficou em 82,6% em agosto, 0,3 ponto percentual abaixo do resultado de julho.

Efeito dos Jogos?

Embora a Sondagem de Serviços do FGV/IBRE não seja estratificada por regiões, um exercício de corte para as empresas atuantes única ou majoritariamente no Estado do Rio de Janeiro sugere que a queda registrada no ISA-S em nível nacional teria sido amortecida por uma alta de 5,0 pontos do indicador nesta Unidade da Federação. Ressalve-se que, além de reduzir o grau de confiabilidade da abordagem regional, o desenho amostral da pesquisa dificulta a quantificação do impacto desta diferença entre os diferentes níveis de agregação. De qualquer forma, o expressivo descolamento – possivelmente influenciado pelo enorme fluxo de visitantes ao estado fluminense durante os dias dos Jogos Olímpicos de 2016 – sugere que a percepção mais favorável das empresas de Serviços sobre a situação corrente no Rio de Janeiro teria evitado uma queda mais acentuada do ISA-S do Brasil em agosto.


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