Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) – As condições de privatização da
elétrica paulista Cesp deverão ser analisadas pelo
Comitê Estadual de Desestatização do Estado de São Paulo na
próxima semana, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do
assunto, após uma liminar que travava o avanço do processo ter
sido derrubada pela companhia.
Com as deliberações do comitê, há uma expectativa de que
possa ser publicado ainda na próxima semana ou o mais tardar na
semana seguinte o edital de privatização da companhia, que opera
1,65 gigawatt em hidrelétricas e é controlada pelo governo
paulista.
O governo chegou a publicar um edital e agendar um leilão de
sua fatia na empresa no final do ano passado, mas na época o
negócio não foi adiante por falta de interessados.
"A reunião do comitê deve ser no começo da semana que vem…
o edital sairia no final da semana, talvez, ou mais provável no
início da seguinte. A minuta está pronta, é ver se tem algum
ajuste e fazer o trâmite burocrático para publicação", disse a
fonte, que falou sob a condição de anonimato porque o processo é
sigiloso.
Procurado, o governo de São Paulo disse por meio da
Secretaria da Fazenda que "está finalizando os estudos de
modelagem e em breve deve convocar a reunião do Comitê Estadual
de Desestatização", sem apontar datas.
A Cesp não respondeu a um pedido de comentário.
As autoridades paulistas retomaram a privatização da Cesp
após um acordo com o governo federal para renovar por mais 30
anos o contrato de concessão de sua principal usina, Porto
Primavera.
O novo contrato foi autorizado pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) na semana passada após uma consulta
pública.
Uma liminar judicial chegou a suspender o processo de
discussão do novo contrato, exigindo a realização de uma reunião
pública sobre o tema em Rosana (SP), cidade-sede da usina. Mas a
Cesp derrubou a decisão, que havia sido obtida por sindicalistas
contrários à desestatização.
A fonte disse à Reuters que ainda não há uma decisão sobre
mudanças no preço ou nas condições do edital em relação ao que
havia sido publicado anteriormente, mas a tendência é que seja
aberto um prazo maior para que investidores analisem a Cesp
antes do leilão, de 90 dias.
Técnicos que trabalham no documento também vão sugerir às
autoridades que o leilão proponha que o novo operador da Cesp e
o governo paulista estabeleçam um "mecanismo de
compartilhamento" de eventuais ganhos ou perdas associados a
disputas judiciais da Cesp.
A geradora briga com o governo federal nos tribunais para
receber bilhões de reais em indenizações por investimentos em
usinas cuja concessão venceu, mas é ao mesmo tempo alvo de
processos que pedem ressarcimentos e indenizações referentes ao
processo de construção de seus empreendimentos e questões
ambientais.
"Isso seria importante para atrair os 'players'
estratégicos, e também os agentes financeiros com perfil mais
estratégico", afirmou a fonte.
A expectativa no momento é que principalmente grupos
estrangeiros avaliem a Cesp, segundo a fonte, que avalia que
entre quatro e cinco grupos têm se movimentado com interesse em
entender melhor o processo de privatização.
A francesa Engie Brasil Energia , maior geradora
privada do país, admite que pode analisar o processo, embora
executivos da companhia tenham ressaltado preocupações com os
passivos da estatal paulista e como esses serão tratados no
edital.
A gestora Vinci Partners também chegou a declarar
publicamente que analisa a privatização.

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation