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SÃO PAULO, 12 Abr (Reuters) – A comissão especial da Câmara
dos Deputados que analisa o projeto de privatização da
Eletrobras aprovou na noite de quarta-feira três requerimentos
para realização de audiências públicas na próxima semana, em um
dos primeiros passos do comitê que vem enfrentando cancelamentos
e atrasos nas reuniões.
A aprovação das audiências ocorreu após a suspensão dos
trabalhos da comissão na tarde de quarta-feira, por conta da
ordem do dia no plenário da Câmara.
"São os primeiros requerimentos aprovados pela comissão, que
vinha enfrentando obstrução da oposição e baixa presença de
parlamentares da base aliada ao governo", afirmou nota da
Agência Câmara Notícias.
Foi decidido que a primeira audiência será com o presidente
da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, na terça-feira, às 14h30.
A aprovação das audiências aconteceu após acordo fechado
entre o presidente do colegiado, deputado Hugo Motta (PRB-PB), o
relator, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) e membros da
oposição, disse a agência.
Outros convidados a debater a proposta do governo são o
ex-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),
Nelson Hubner; o ex-presidente da estatal, Luiz Pinguelli Rosa;
e um representante do Coletivo Nacional dos Eletricitários.
A comissão volta a se reunir na próxima semana para definir
os nomes dos próximos convidados. As datas das audiências
públicas ainda serão divulgadas.
O projeto de privatização da Eletrobras é uma das principais
pautas do governo do presidente Michel Temer na Câmara dos
Deputados. O Executivo esperar arrecadar 12,2 bilhões de reais
com a venda de ações da empresa. Pelo modelo proposto, parte do
capital da estatal será vendido. O governo manterá a maior parte
das ações, mas deixará de ser o acionista majoritário.
Como vem enfrentando resistências para aprovar a proposta,
inclusive na base aliada, o governo retirou do Orçamento deste
ano a previsão de arrecadação dos 12,2 bilhões de reais. A
medida, segundo o Ministério do Planejamento, é preventiva.
Na quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), afirmou que com o novo ministro de Minas e Energia,
Moreira Franco, a tramitação do projeto "ficaria mais difícil,
pois a articulação dele na Câmara não é boa".

(Por Roberto Samora
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected] 5511 5644 7751 Reuters
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