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Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – A Copersucar, uma das maiores
empresas do setor sucroenergético do mundo, e a BP
Biocombustíveis pretendem otimizar a logística de fornecimento
de etanol e ampliar a presença comercial no país a partir de uma
joint venture anunciada nesta quinta-feira.
A parceria, em que cada empresa terá participação de 50 por
cento, é para operar o terminal de armazenagem de etanol
conhecido como Terminal Copersucar de Etanol, em Paulínia (SP),
principal polo de combustíveis do Brasil, com acesso a
importantes rodovias, dutos e, no futuro, ferrovia.
Não foram divulgados valores da transação, que está sujeita
à aprovação de órgãos reguladores.
O acordo ocorre na mesma semana em que a Câmara dos
Deputados aprovou o projeto de lei do RenovaBio, política de
biocombustíveis que pode gerar investimento trilionário no
segmento até 2030.
Em operação desde setembro de 2014, o terminal de Paulínia
possui dez tanques, com capacidade total de armazenagem de 180
milhões de litros de combustível e de movimentação de 2,3
bilhões de litros por ano, com possibilidade de ampliação.
Atualmente, o terminal é gerido exclusivamente pela
Copersucar, integrada por mais de 20 grupos sucroalcooleiros do
Brasil. Além dos acionistas, o terminal continuará prestando
serviços aos demais clientes, informaram as empresas em
comunicado.
"Essa importante parceria com a Copersucar nos permitirá
ampliar de forma relevante a presença comercial da BP no Brasil.
Além dos evidentes benefícios estratégicos da localização
geográfica e acesso multimodal do terminal, os ativos dispõem do
mais alto padrão de segurança", disse o presidente da BP
Biocombustíveis e chefe da BP no Brasil, Mario Lindenhayn.
"A nova joint venture otimizará a logística do etanol, com
ganhos de competitividade e flexibilidade no atendimento ao
mercado", disse o presidente da Copersucar, Paulo Roberto de
Souza, também na nota.
Essa não é a primeira joint venture formada pela Copersucar.
Em março de 2014, a empresa se uniu à Cargill para formar a
Alvean, combinando as atividades globais de comercialização de
açúcar na maior trading do setor.
Já a BP Biocombustíveis faz parte do negócio de Energias
Alternativas da BP e opera no Brasil por meio de três unidades
–duas localizadas em Goiás e uma em Minas Gerais, com
capacidade combinada de moagem de 10 milhões de toneladas de
cana de açúcar por ano e produção de 1GW de energia.

(Por José Roberto Gomes; edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))

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