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Por Henning Gloystein e Keith Wallis
CINGAPURA, 1 Dez (Reuters) – As refinarias asiáticas não
estão perdendo tempo e, em reação à decisão da Opep e da Rússia
de ampliar os cortes de produção em 2018, passaram a buscar mais
petróleo no Caribe e no Golfo do México, em uma mudança que
resultará em perda de participação do cartel e do mercado russo.
Os cortes de produção destinados a apertar o mercado para
sustentar os preços estão em vigor desde janeiro e expirariam em
março de 2018, mas a Organização dos Países Exportadores de
Petróleo, juntamente com produtores não membros, incluindo a
Rússia, estenderam essa restrição na quinta-feira para cobrir
todo o ano de 2018.
Apesar disso, os estoques de petróleo permanecem amplos.
Mesmo antes do anúncio oficial na quinta-feira de ampliar os
cortes, as refinarias na Ásia, a maior região de consumo do
mundo, já haviam feito solicitações de embarques de petróleo do
Golfo do México e do Caribe, em particular dos Estados Unidos,
México, Venezuela e Colômbia, disseram operadores petroleiros.
"Ocorreram muitas consultas da Ásia para embarques de
petróleo do Golfo do México e do Caribe. Agora que sabemos que
os cortes da Opep serão estendidos, essas consultas estão sendo
transformadas em pedidos", disse um corretor especializado em
petróleo que preferiu não se identificar, pois não é autorizado
a falar com a mídia.
O maior problema da Opep e da Rússia com o corte de produção
foi que isso levou a uma maior produção e participação de
mercado dos EUA.
Em uma nota a clientes intitulada "O Natal chega cedo",
disse o banco Barclays nesta sexta-feira: "As exportações de
petróleo dos EUA para a China podem ser facilmente duplicadas no
próximo ano, à medida que a produção e a capacidade de
exportação dos EUA se expandirem… (e) os países da Opep verão
suas fatias de mercado na Ásia caírem ainda mais."
(Reportagem adicional de Roslan Khasawneh)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG RS


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