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SÃO PAULO, 22 Jan (Reuters) – A consultoria especializada em
meteorologia Climatempo elevou de modo geral as projeções de
chuva na área dos reservatórios das hidrelétricas do Brasil no
primeiro semestre, com previsões mais positivas para Sudeste,
Sul e Norte e redução das expectativas apenas no Nordeste, que
passa por temporadas consecutivas de seca, segundo dados vistos
pela Reuters nesta segunda-feira.
O maior otimismo da Climatempo vem em um momento em que
especialistas do setor elétrico destacam números favoráveis da
recuperação dos reservatórios no começo de janeiro, que
derrubaram preços no mercado livre de eletricidade, onde grandes
empresas negociam contratos diretamente com geradores e
comercializadoras de energia.
Antes, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
(CCEE) também havia revisado para números mais positivos suas
projeções para o comportamento das chuvas.
O Climatempo prevê agora que as usinas hídricas da região
Sudeste devem receber chuvas em 100 por cento da média histórica
em janeiro, 94 por cento em fevereiro e 81 por cento em março.
Em abril, a projeção é de 84 por cento, em maio de 101 por cento
e em junho de 148 por cento.
No início do mês, as estimativas para janeiro no Sudeste
eram de precipitações em 98 por cento da média, seguidas por 87
por cento em fevereiro e 79 por cento em março. Entre abril e
junho, a projeção manteve-se estável.
No Sul, o Climatempo elevou as perspectivas de precipitações
para os primeiros quatro meses do ano: para 156 por cento da
média em janeiro, 113 por cento em fevereiro, 85 por cento em
março e 79 por cento em abril. Em maio e junho a estimativa é de
87 por cento e 147 por cento.
As projeções no início do mês para a região eram de 119 por
cento da média em janeiro, 96 por cento em fevereiro, 72 por
cento em março e 68 por cento em abril. Em maio e junho os
números já apontavam para 87 por cento e 147 por cento,
respectivamente.
Já o Nordeste teve uma revisão para baixo, com expectativa
da Climatempo para chuvas em 39 por cento da média histórica em
abril, 36 por cento em fevereiro e 32 por cento em março. Maio e
junho mantiveram-se estáveis em 36 por cento e 35 por cento,
respectivamente.
As expectativas da consultoria para a região, que enfrenta
falta de chuva há anos, apontavam antes para afluências em 49
por cento da média em janeiro, caindo para 42 por cento em
fevereiro, 35 por cento em março e 37 por cento em abril.
As hidrelétricas respondem por mais de 60 por cento da
capacidade de geração no Brasil, e os maiores reservatórios
estão no Sudeste e no Nordeste.
O período entre novembro e abril é geralmente associado a
maiores precipitações na região dessas usinas, quando há
expectativa de recuperação da capacidade de armazenamento.
Atualmente, as hidrelétricas do Sudeste estão com 30,25 por
cento da capacidade em seus lagos, segundo dados do Operador
Nacional do Sistema Elétrico (ONS), enquanto as do Nordeste
estão com 16,4 por cento de armazenamento.

(Por Luciano Costa; edição de José Roberto Gomes)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
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