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Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – Chuvas previstas ao longo da
segunda quinzena deste mês em partes do Brasil devem aliviar os
temores quanto ao desenvolvimento da segunda safra de milho
2017/18, mas as condições climáticas seguirão como um alerta
para os produtores pelo menos até julho, quando a colheita
engrena, de acordo com especialistas.
A segunda safra responde pela maior parte da produção
brasileira do cereal. Para o ciclo vigente, o 2017/18, a
expectativa é de que 71 por cento da colheita total, prevista em
88,6 milhões de toneladas pelo governo, seja proveniente do
também chamado milho safrinha.
Na última semana surgiram preocupações quanto à falta de
chuvas nas lavouras do centro-sul do país. Como a segunda safra
foi plantada fora da janela ideal devido ao atraso na colheita
de soja, qualquer problema climático a partir de agora pode
comprometer sensivelmente o potencial produtivo da cultura.
Mas conforme o Agriculture Weather Dashboard, do terminal
Eikon da Thomson Reuters, deve chover acima da média em
importantes regiões produtoras de Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul e Goiás, com acumulados entre 60 e 80 milímetros na média,
com algumas áreas superando os 100 milímetros na segunda
quinzena do mês.
No oeste e noroeste do Paraná, a previsão também aponta para
precipitações ligeiramente acima do normal, chegando a 94
milímetros em certas localidades.
Em outras áreas do Paraná, segundo maior produtor depois de
Mato Grosso, as chuvas deverão ser mais escassas, mas não a
ponto de preocupar por ora.
"Choveu bem no fim de março e início de abril no Paraná e em
São Paulo, então ainda tem reserva (umidade no solo)… Até
agora as condições nas lavouras são normais. Em Mato Grosso e
Goiás estão praticamente perfeitas", disse o analista de mercado
Paulo Molinari, da Safras & Mercado.
Ele ponderou, entretanto, que ainda há riscos ao milho
safrinha, principalmente no Paraná, devido à possibilidade de
geadas no outono.
"A princípio não tem previsão de geada, mas esse risco
existe, pois é fim de La Niña. Sempre há a possibilidade de vir
uma geada por causa disso", afirmou.
O La Niña é um fenômeno climático caracterizado pelo
resfriamento atípico das águas superficiais do oceano Pacífico,
resultando em temperaturas mais baixas no Sul do Brasil.
Espera-se que tal padrão desapareça até maio.
No início de abril, o Departamento de Economia Rural (Deral)
já havia alertado que, neste ano, as lavouras de milho segunda
safra no Paraná estão mais suscetíveis a eventuais geadas
precoces. Avaliação semelhante foi compartilhada pela INTL
FCStone.
"A segunda safra de milho continua se desenvolvendo sem
maiores percalços no centro-sul do Brasil. Grande parte das
lavouras, porém, ainda não entrou em fase reprodutiva, quando
chuvas e temperaturas na medida certa são essenciais para a
obtenção de boas produtividades", disse recentemente a AgRural.
"Por isso, é importante que continue chovendo ao longo de
abril e maio e que as temperaturas não caiam muito no Paraná e
no sul de Mato Grosso do Sul", resumiu a consultoria.

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Previsão climática http://amers2.apps.cp.extranet.thomsonreuters.biz/cms/?pageid=awd-br-forecast-analysis-maps-gfsop-degc&hour=12&date=20180416
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(Por José Roberto Gomes; Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
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