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PEQUIM, 11 Mai (Reuters) – A CNPC, estatal de energia da
China, está pronta para assumir a participação da Total no
gigantesco projeto de gás South Pars, do Irã, se a companhia
francesa deixar o país em meio às sanções recém-anunciadas pelos
Estados Unidos, disseram fontes da indústria.
Os Estados Unidos disseram nesta semana que vão impor novas
sanções contra o Irã, depois de abandonar um acordo fechado no
final de 2015 que limitava as ambições nucleares de Teerã em
troca da retirada das sanções.
Embora as novas sanções sejam unilaterais, muitas empresas,
incluindo a japonesa Inpex , já parecem estar sob
pressão de Washington e abandonando projetos no Irã.
Se a Total se afastar do campo de South Pars, que possui as
maiores reservas de gás natural do mundo já encontradas em um só
lugar, a CNPC está preparada para entrar, disseram as fontes.
Não ficou claro se a CNPC recebeu a aprovação do governo
para o movimento. Mas a operação poderia estressar ainda mais a
tensa relação comercial entre Pequim e Washington.
A Reuters informou em dezembro que um acordo de 1 bilhão de
dólares assinado em julho passado deu à empresa chinesa a opção
de assumir a participação da Total se ela deixar o Irã.
Desde então, a gigante, apoiada por Pequim, conduziu
diligências e planejamento significativos, disseram várias altas
fontes da indústria à Reuters.
As fontes falaram sob condição de anonimato, enquanto CNPC e
Total preferiram não comentar o assunto.
"A possibilidade de a Total sair é significativamente alta
agora, e nesse cenário a CNPC estará pronta para assumir
integralmente", disse uma fonte com conhecimento direto do
contrato.
(Reportagem adicional de Bate Felix, em Paris, e Ron Bousso,
em Londres)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG LC


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