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PEQUIM, 9 Mar (Reuters) – A China afastou-se de seu antigo
modelo de crescimento que dependia fortemente de investimentos e
vai contar menos com estímulo para impulsionar a economia no
futuro, afirmou nesta sexta-feira o presidente do banco central
do país, Zhou Xiaochuan.
As declarações de Zhou ecoam as de outras autoridades no
Parlamento da China nesta semana, que sugeriram que Pequim terá
mais cautela em relação a seus gastos neste ano ao mesmo tempo
em que foca na redução de riscos derivados do rápido aumento da
dívida.
Os mercados temem que um estímulo menos generoso possa
retardar o ritmo de crescimento não apenas na China mas também
de forma global.
Mas analistas acreditam que Pequim continuará a manter o
sistema bem abastecido com dinheiro para evitar o risco de uma
forte desaceleração do crescimento econômico, mesmo que continue
a apertar as regulações financeiras.
"Nós agora enfatizamos o novo normal da economia, mudando do
antigo modelo de expansão de crescimento
quantitativo…referente ao acúmulo de capital e investimento
para impulsionar o crescimento econômico", disse Zhou a
repórteres durante a sessão anual do Parlamento.
"Ao mesmo tempo em que buscamos um crescimento de maior
qualidade, teremos que reduzir nossa dependência do antigo
modelo de crescimento de investimento", completou Zhou, no que
provavelmente foi sua última entrevista à imprensa antes de sua
esperada aposentadoria este mês.
Ele afirmou que a China começou a fazer progressos na
redução de tais riscos, mas que várias ameaças permanecem, como
a falta de transparência em holdings financeiras e moedas
digitais.
(Reportagem de Kevin Yao, Se Young Lee, Yawen Chen e Stella
Qiu)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


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