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Por Elias Glenn
PEQUIM, 17 Abr (Reuters) – A economia da China cresceu 6,8
por cento no primeiro trimestre na comparação com o mesmo
período do ano anterior, ritmo ligeiramente mais rápido do que
o esperado, impulsionada pela demanda do consumidor, exportações
e investimento imobiliário.
A resiliência da segunda maior economia do mundo
provavelmente ajudará a manter a recuperação global sincronizada
por um pouco mais de tempo, mesmo com a China enfrentando as
crescentes tensões comerciais com os Estados Unidos.
Mas economistas ainda projetam que a China perderá um pouco
de força nos próximos trimestres uma vez que Pequim força
governos locais a reduzirem projetos de infraestrutura para
conter suas dívidas, e com o enfraquecimento das vendas
imobiliárias devido ao controle do governo sobre as compras para
combater a especulação.
O consumo, que respondeu por quase 80 por cento do
crescimento econômico no primeiro trimestre, teve um papel
significativo para o crescimento da economia mesmo com os riscos
crescentes aos exportadores chineses.
As vendas no varejo em março avançaram 10,1 por cento sobre
o ano anterior, ligeiramente acima do esperado e o ritmo mais
forte em quatro meses, com os consumidores comprando mais de
quase tudo, de cosméticos a móveis e eletrodomésticos.
"Os dados de vendas no varejo dizem muito sobre o consumo.
Não é sazonal– se olhar para o crescimento em cosméticos,
gastos em roupas, gastos em automóveis, há uma tendência
persistente há alguns meses", disse Iris Pang, economista do
ING.
O crescimento do Produto Interno Bruto de 6,8 por cento no
primeiro trimestre sobre o ano anterior também foi sustentado
pelas exportações robustas. Alguns analistas especulavam que as
empresas chinesas tinham corrido para despachar cargas aos EUA
diante das ameaças tarifárias.
"Não esperamos que (as tensões entre EUA e China) evoluam
para uma guerra comercial, mas também afirmamos que essa
incerteza não vai desaparecer e esperamos negociações
turbulentas. Em termos de impacto das potenciais tarifas, é
bastante limitado, particularmente este ano", disse Haibin Zhu,
economista-chefe do JP Morgan.
Analistas consultados pela Reuters esperavam expansão de 6,7
por cento entre janeiro e março sobre o ano anterior, depois de
crescimento de 6,8 por cento nos dois trimestres anteriores.
Na comparação trimestral, o PIB cresceu 1,4 por cento, sobre
expectativa de 1,5 por cento e desacelerando ante 1,6 por cento
entre outubro e dezembro.
A expansão tem permanecido confortavelmente acima da meta do
governo de cerca de 6,5 por cento para o ano, dando às
autoridades espaço para reduzir mais os riscos no sistema
financeiro da China e conter a poluição sem prejudicar o
crescimento econômico.
A produção industrial expandiu 6 por cento em março sobre o
ano anterior, ritmo mais lento em sete meses. Analistas
projetavam que o crescimento enfraqueceria para 6,2 por cento de
7,2 por cento nos dois primeiros meses do ano.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


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