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XANGAI, 14 Jun (Reuters) – O banco central da China deixou
inalteradas as taxa de juros para empréstimos interbancários
nesta quinta-feira, uma decisão inesperada que deu de ombros
para o aperto da política monetária nos Estados Unidos e foi
tomada juntamente com a divulgação de dados mostrando que a
segunda maior economia do mundo perdeu mais força do que o
esperado.
A decisão do Banco do Povo da China destacou a incerteza
sobre as perspectivas econômicas no momento em que as
autoridades tentam enfrentar o desafio de uma disputa comercial
com os Estados Unidos e a batalha do governo contra a dívida.
A taxa para operações de recompra reversa de sete dias foi
mantida em 2,55 por cento, a de 14 dias permaneceu em 2,70 por
cento e a de 28 dias ficou em 2,85 por cento, disse o banco
central em comunicado em seu site.
As recompras reversas são uma das ferramentas mais comumente
usadas do banco central para controlar a liquidez no sistema
financeiro.
Analistas esperavam que o banco central chinês acompanhasse
o Federam Reserve e elevasse o juros, como tem a tendência de
fazer, para manter estável o spread entre os rendimentos dos
títulos chineses e norte-americanos, reduzindo os riscos de
potencial saída de capital que poderia pressionar o iuan.
"Mas parece agora que o banco central chinês não precisa
mais estabilizar a moeda", disse Ken Cheung, estrategista sênior
do Mizuho Bank.
"Os dados econômicos de maio mostraram fraqueza na economia.
Acredito que eles escolheram não elevar os juros agora para
manter o ímpeto de crescimento econômico."
A China divulgou dados de atividade mais fracos do que o
esperado para maio, ampliando a visão de que a economia está
finalmente começando a desacelerar sob o peso do prolongado
combate aos empréstimos mais arriscados que eleva os custos do
empréstimo a empresas e consumidores.
Na quarta-feira o Fed elevou a taxa de juros nos EUA em 0,25
ponto percentual pela segunda vez no ano, e deve fazer mais duas
elevações em 2018.
(Reportagem de Winni Zhou e John Ruwitch)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


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