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Por David Lawder e Michael Martina
WASHINGTON/PEQUIM, 14 Jun (Reuters) – A China pediu aos
Estados Unidos nesta quinta-feira que tome uma "decisão sábia"
sobre o comércio, afirmando que está pronta para responder no
caso de Washington escolher o confronto no momento em que o
presidente dos EUA, Donald Trump, se prepara para decidir se
coloca em prática tarifas sobre bens chineses.
Trump deve divulgar revisões de sua lista inicial de
tarifas, visando 50 bilhões de dólares em produtos chineses, na
sexta-feira. Pessoas familiarizadas com as revisões disseram que
a lista será ligeiramente menor do que a original, com alguns
bens retirados e outros acrescentados, particularmente no setor
de tecnologia.
Outra autoridade disse que um esboço de documento mostrou
que a nova lista ainda estaria próxima de 50 bilhões de dólares,
com cerca de 1.300 categorias de produtos, mas tanto o volume em
dólares quanto a quantidade de produtos estão sujeitos a
mudanças.
Falando a repórteres em Pequim, com o secretário de Estado
dos EUA Mike Pompeo ao seu lado, o principal diplomata chinês,
Wang Yi, disse que há duas escolhas quando se trata da questão
comercial.
"A primeira escolha é cooperação e benefício mútuo. A outra
escolha é confronto e perda mútua. A China escolhe a primeira",
disse Wang. "Esperamos que o lado norte-americano possa também
fazer a mesma escolha sábia. Claro, também nos preparamos para
responder à segunda escolha."
O movimento em direção à implementação de tarifas dos EUA
sobre produtos chineses acontece depois das negociações entre as
autoridades norte-americanas e chinesas centradas no aumento das
compras de commodities agrícolas e energéticas dos EUA por
Pequim e na redução do déficit comercial dos EUA com a China.
Ainda não está claro quando Trump colocaria em prática as
tarifas, se decidir por isso. Diversos lobistas da indústria
disseram à Reuters que esperam que a mudança aconteça na
sexta-feira, ou que seja adiada até a semana que vem.
Se Washington aplicar tarifas, Pequim deve retaliar com suas
próprias tarifas sobre as importações dos EUA, incluindo soja,
carros, produtos químicos e aviões, de acordo com uma lista
divulgada no início de abril.

((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

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