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Por Se Young Lee e Yawen Chen
PEQUIM, 12 Abr (Reuters) – O Ministério do Comércio da China
afirmou nesta quinta-feira que as negociações comerciais com os
Estados Unidos serão impossíveis já que as tentativas de diálogo
de Washington não são sinceras, e prometeu retaliar se o
presidente norte-americano, Donald Trump, intensificar as atuais
tensões.
O presidente da China, Xi Jinping, prometeu na terça-feira
abrir mais a economia do país e reduzir tarifas de importação de
produtos como carros, o que ampliou as expectativas de um
acordo. Trump respondeu em um tuíte dizendo que estava
"agradecido" pelas declarações de Xi sobre tarifas e acesso para
montadoras dos EUA, e disse que ambos os países "farão grandes
avanços juntos".
O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng,
disse a repórteres, entretanto, que as declarações de Xi não
tinham nada a ver com a disputa comercial e não devem ser
descaracterizadas e entendidas como uma concessão a Washington.
"Espero que algumas pessoas nos EUA não julguem mal a
situação", disse ele. "Se os EUA tomarem qualquer ação para
agravar a situação, a China não hesitará em reagir."
As duas maiores economias do mundo têm ameaçado uma à outra
com dezenas de bilhões de dólares em tarifas nas últimas
semanas, levando a preocupações de que Washington e Pequim podem
entrar em uma guerra comercial de ampla escala que poderia
prejudicar o crescimento global e afetar os mercados.
Algumas autoridades dos EUA e analistas dizem acreditar que
a disputa pode eventualmente ser resolvida através de diálogo,
mas Pequim reiterou nesta quinta-feira que nenhuma negociação
formal aconteceu.
"Não é uma questão sobre se a China está disposta a
participar das negociações. Trata-se de os EUA não mostrarem
nenhuma sinceridade", disse Gao.
O tablóide chinês Global Times escreveu que Washington pode
responder sinceramente à determinação da China de se abrir e
interagir, ou continuar pressionando a China com demandas
irracionais e agravar os atritos comerciais.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


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