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PEQUIM, 10 Mai (Reuters) – A China reduzirá suas importações
de soja pela primeira vez em 15 anos em 2018/19, previu o
Ministério da Agricultura nesta quinta-feira, já que a disputa
comercial com os Estados Unidos tem levado os suinocultores do
maior comprador mundial da oleaginosa a buscar proteínas mais
baratas.
Em sua primeira previsão para o próximo ano-safra, que
começa em outubro, o Ministério da Agricultura disse que as
importações de soja devem cair 0,3 por cento, para 95,65 milhões
de toneladas.
Essa seria a primeira redução desde 2003/04, de acordo com
dados do Departamento de Agricultura dos EUA.
A estimativa pode desanimar o Brasil, o maior exportador
global, que colhe uma safra recorde de soja neste ano.
Também tende a preocupar ainda mais os produtores
norte-americanos, que já viram as exportações para a China
"secarem" depois que Pequim ameaçou impor uma tarifa adicional
de 25 por cento sobre o produto dos EUA, em retaliação às ações
comerciais decididas pelo presidente Donald Trump.
A ameaça de tarifas mais pesadas tem empurrado para cima os
preços do farelo de soja, levando produtores de ração na China a
procurar fontes alternativas da proteína, uma vez que já estão
lutando com os preços dos suínos em mínimas de vários anos.
As cotações do suíno vivo na China afundaram cerca de 30 por
cento no primeiro trimestre, um dos declínios mais acentuados de
que se tem registro, depois de um aumento na produção, com novos
suinocultores impulsionando a oferta.
(Por Dominique Patton)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM JRG


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