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Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 19 Abr (Reuters) – A estatal Chesf, subsidiária
da Eletrobras na região Nordeste, contratou a
fabricante chinesa Goldwind para tentar retomar as
obras de seu complexo de usinas eólicas Casa Nova I, na Bahia,
que estão paralisadas há anos devido à crise financeira do que
seria seu principal fornecedor, a argentina Impsa IMPSA.UL .
Uma das maiores produtoras de equipamentos eólicos do mundo,
a Goldwind é atualmente a única empresa licenciada no Brasil
para utilizar tecnologia da alemã Vensys, adotada pelos
equipamentos da Impsa, disse à Reuters o gerente-geral da
Goldwind para a América do Sul, Xuan Liang.
"A Goldwind… está em conversas com a Chesf para realizar
uma 'due dilligence' no projeto Casa Nova I e entender melhor as
condições técnicas desse projeto", explicou o executivo, em
nota.
A Chesf obteve autorização para construir o complexo Casa
Nova I, que terá 180 megawatts em capacidade, em um leilão de
energia para novos projetos realizado pelo governo brasileiro em
2010.
Mas a crise da Impsa atrapalhou o andamento do
empreendimento, que originalmente precisaria iniciar operações
em 2013.
A fabricante argentina entrou com um pedido de recuperação
judicial no ano seguinte, e desde então a Chesf não conseguiu
retomar a construção da usina, que ficou quase pela metade.
Segundo documentos da Chesf, a estatal já investiu mais de
600 milhões de reais no empreendimento, cujas obras tinham um
avanço físico de 40 por cento quando foram paralisadas.
O presidente da Chesf, Sinval Gama, disse à Reuters que a
Goldwind está avaliando quanto será necessário para concluir a
implantação do empreendimento.
"O trabalho é para avaliar as máquinas montadas e apresentar
relatório de custos para finalizar a montagem", explicou.
Se ao final a Goldwind for contratada para a conclusão do
empreendimento da Chesf, será mais um avanço da fabricante
chinesa no Brasil, onde ela já fechou seu primeiro acordo de
fornecimento, conforme publicado pela Reuters em meados de
março. urn:newsml:reuters.com:*:nE6N1PY04C
Os esforços da Chesf para levar adiante o complexo de Casa
Nova I vêm em meio a um trabalho da Eletrobras para acelerar
obras e entregar uma série de projetos atrasados de suas
subsidiárias.
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, tem dito que a
estatal pretende terminar até o final deste ano todas as obras
em andamento nas subsidiárias do grupo, à exceção da usina
nuclear de Angra 3 e da hidrelétrica de Belo Monte. urn:newsml:reuters.com:*:nE6N1MU028

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro;
edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))

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