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Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 8 Mai (Reuters) – A Petrobras
avalia ser possível alcançar em maio um acordo com o governo
federal para a revisão do contrato de cessão de direitos de
áreas do pré-sal, assinado em 2010, conhecido no mercado como
cessão onerosa, afirmou nesta terça-feira o presidente da
petroleira estatal, Pedro Parente.
O contrato original concedeu à Petrobras o direito de
produzir até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em
determinadas áreas do pré-sal da Bacia de Santos. Na ocasião, a
Petrobras pagou 74,8 bilhões de reais por esse direito.
No entanto, uma revisão desse valor –considerando variáveis
como dólar e barril do petróleo–, que poderá determinar se a
Petrobras terá de pagar mais ao governo ou receber recursos, já
estava prevista na assinatura do contrato.
"As discussões evoluem muito bem com governo, reuniões
continuam acontecendo… e nós achamos, uma visão da Petrobras,
que sim, será possível avançar bastante e possivelmente concluir
um acordo até 17 de maio, um esforço grande que o governo está
fazendo e nós também para que isso seja possível", disse
Parente.
Em declarações anteriores, o executivo afirmou acreditar que
a Petrobras deveria ser credora na conclusão das negociações. Em
contrapartida, representantes do governo já afirmaram o
contrário.
O executivo ponderou, entretanto, que o orçamento da empresa
neste ano não considera a entrada de valores em caixa a partir
da possível conclusão de um acordo.
Ele evitou afirmar se a Petrobras poderá ser credora do
governo na negociação.
Disse que sua visão sobre o tema é "cautelosamente
otimista".

ORÇAMENTO E ATIVIDADES
Para o orçamento do ano, a empresa manteve a previsão de
investimentos em 17 bilhões de dólares, apesar de uma baixa
realização no primeiro trimestre de 2018, devido à postergação
de aportes previstos, segundo explicou a diretora-executiva de
Exploração e Produção, Solange Guedes.
O diretor-executivo de Desenvolvimento da Produção e
Tecnologia, Hugo Repsold, informou ainda que a empresa deverá
postergar a entrada em operação da plataforma P-68 para 2019.
Com isso, a empresa colocaria em operação mais quatro
plataformas no Brasil ao longo deste ano, além de duas que já
iniciaram neste primeiro semestre.
A meta de colocar tantas unidades produtoras em atividade
neste ano havia sido questionada por analistas anteriormente.
No primeiro trimestre, a Petrobras investiu quase 10 bilhões
de reais, queda de 14 por cento ante o mesmo período de 2017.
Repsold explicou que a empresa trabalha ainda na contratação
de novas sondas de perfuração.
"A gente tem uma grande quantidade de sondas contratadas,
cujos contratos de algumas delas estão terminando neste ano…
nós não pretendemos renovar esses contratos porque tem preços
que não estão alinhados com o mercado, então estamos voltando ao
mercado agora para contratar sondas", afirmou.
A Petrobras teve lucro líquido de 6,96 bilhões de reais no
primeiro trimestre, alta de 56,5 por cento na comparação com o
mesmo período do ano passado, no melhor resultado da empresa
desde 2013, em meio a preços mais altos do petróleo e ganhos com
vendas de áreas petrolíferas.

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(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
Messaging: [email protected]))


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