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(Texto atualizado com mais detalhes)
SÃO PAULO, 13 Out (Reuters) – O dólar recuava frente ao real
nesta sexta-feira, de volta ao patamar de 3,15 reais e seguindo
o mercado externo após divulgação de inflação dos Estados Unidos
mais fraca do que o esperado em setembro, aliviando temores de
que o banco central do país possa elevar os juros mais do que o
esperado.
Às 10:04, o dólar recuava 0,36 por cento, a 3,1587
reais na venda, já tendo chegado a 3,1546 reais na mínima do dia
e a 3,1806 reais na máxima. O dólar futuro recuava cerca
de 0,45 por cento.
"Os números de inflação eram a notícia mais importante do
dia. Como veio mais baixa do que o esperado, e os EUA querem
inflação um pouco mais alta, esses números podem gerar dúvidas
no Fed sobre nova alta dos juros", afirmou o operador de câmbio
na Advanced Corretora, Alessandro Faganello, referindo-se ao
Federal Reserve, banco central norte-americano.
Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram 0,5 por
cento em setembro, o maior avanço em oito meses, com os preços
da gasolina subindo após as interrupções da produção
relacionadas com os furacões, mas a inflação permaneceu fraca.
Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters esperavam avanço de
0,6 por cento no mês.
Com isso, o mercado ficou mais aliviado e reduziu temores de
que o Fed poderia elevar mais do que o esperado os juros no
país. Na quarta-feira, ao divulgar sua ata, o banco central dos
EUA informou que vários de seus membros disseram que irão se
concentrar nos dados de inflação nos próximos meses ao decidir
sobre os juros no futuro.
O mercado precificava que o Fed elevará novamente os juros
em dezembro, o que seria a terceira vez neste ano. Taxas mais
altas tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos
aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.
Após a divulgação dos dados de inflação, o dólar passou a
recuar frente a uma cesta de moedas e ao euro
também perdia terreno frente a divisas de países emergentes,
como o peso chileno .
Internamente, a cena política continuava no radar dos
investidores, à espera dos desdobramentos da segunda denúncia
contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. Na
próxima semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Casa deve votar o parecer do relator, deputado Bonifácio de
Andrada (PSDB-MG), que sugeriu a rejeição da denúncia.
O dia também promete ser de baixo volume entre o feriado de
Nossa Senhora Aparecida, na véspera, e o fim de semana.

(Por Patrícia Duarte e Thaís Freitas; Edição de Maria Pia
Palermo)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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